"Com 22 anos de experiência no circuito profissional, Gaël Monfils dará à equipa francesa toda a sua experiência ao mais alto nível", comentou a FFT num comunicado. O antigo jogador, de 40 anos, sucede a Paul-Henri Mathieu, que ocupava o cargo há três anos.
A Federação acrescentou que "La Monf'" contaria nomeadamente com "o apoio de Gilles Simon e Richard Gasquet", outros dois "Mosqueteiros" do ténis francês no século XXI — sendo o quarto e último membro Jo-Wilfried Tsonga.
"É um enorme orgulho. Esta camisola azul representa tantas coisas para mim. Quero construir um verdadeiro projeto coletivo e criar a dinâmica que nos permitirá conquistar títulos", reagiu Gaël Monfils, citado no comunicado.
"Estamos convencidos de que a sua energia contagiante e o seu entusiasmo serão trunfos valiosos para concretizar as ambições do ténis francês", afirmou, por seu lado, o presidente da FFT, Gilles Moretton.
A nomeação do mais espetacular dos jogadores franceses do século XXI é uma surpresa, uma vez que Monfils acaba de se retirar dos courts, num contexto particularmente invulgar.
Quando cumpria uma longa digressão de despedida nesta temporada, o francês, muito apreciado no seu país e também no estrangeiro, retirou-se discretamente. A 5 de outubro, saiu da lista de jogadores no ativo junto das autoridades antidopagem, sem esperar pelos últimos torneios em que deveria participar, nomeadamente o Masters 1000 de Paris, que decorre atualmente.
Encontro em fevereiro
O jogador, vencedor de 13 títulos no circuito desde a estreia, em 2004, mas entretanto caído para lá do 200.º lugar do ranking ATP, acabou por confirmar a informação pessoalmente a 26 de outubro, depois de a sua mulher, a tenista ucraniana Elina Svitolina, ter anunciado a separação do casal.
"Foi uma decisão muito difícil, motivada pela minha separação da Elina, que me afetou muito enquanto pessoa", explicou então o tenista, duas vezes semifinalista em torneios do Grand Slam, em Roland Garros, em 2008, e no US Open, em 2016.
O showman parisiense teve, ainda assim, direito a uma homenagem perante o seu público na noite de terça-feira, por ocasião do Masters 1000 de Paris, durante o qual falou de um momento "nada fácil".
"La Monf'" terá algum tempo para se afirmar como sucessor de "PHM", mas também de outros nomes do passado, como Yannick Noah e Guy Forget, uma vez que o próximo compromisso dos bleus só acontecerá em fevereiro de 2027.
Em setembro, pela sexta vez em sete anos, a França falhou a qualificação para a fase final da Taça Davis, depois de perder frente ao Canadá, em Quebeque, numa partida em que esteve ausente, nomeadamente, o número um francês Arthur Fils. Esta fase final terá lugar no final de novembro, em Bolonha (Itália).
Enquanto jogador, Gaël Monfils disputou duas finais da Taça Davis — na sua versão antiga, muito mais popular —, em 2010 e 2014, mas nunca ergueu a Saladeira de Prata.
