"Obrigado, Paris, obrigado a todos. Não vos vou esconder que não é fácil dizer adeus", afirmou Gaël Monfils, de 40 anos, duas vezes finalista do torneio parisiense, em 2009 e 2010.
O carismático tenista parisiense tornou oficial a sua retirada do ténis a 5 de outubro, de forma discreta, ao inscrever-se no início desse mês numa lista confidencial das autoridades antidopagem.
Na realidade, a decisão do favorito do público francês foi precipitada pelo anúncio do divórcio feito pela jogadora ucraniana Elina Svitolina, com quem partilhava a vida desde 2018 e de quem tem uma filha, Skaï.
Após vários dias de silêncio, o ídolo do público francês falou, explicando que não tinha condições para disputar o ATP 250 de Lyon e o Masters 1000 de Paris, como inicialmente previa.
Embora tenha reconhecido na noite de terça-feira que atravessa um "período complicado", Monfils explicou que Cédric Pioline, diretor do torneio, e Gilles Moretton, presidente da Federação Francesa de Ténis, o convenceram a aproveitar um último banho de multidão e a despedir-se do público parisiense.
"Ajudaram-me a ultrapassar todos os meus medos, todas as minhas apreensões. Pensei que seria insuperável vir aqui dizer-vos adeus olhos nos olhos", confessou no Court Central, agasalhado com uma camisola de gola alta e um casaco cinzento.
Monfils começou por dar uma volta de honra, cumprimentando discretamente o público, que o aclamou, antes de assistir nos ecrãs a um vídeo com os seus melhores momentos em Bercy, recinto do torneio até 2025.
Entre eles estavam os seus smashes em extensão para a frente contra Marin Cilic, em 2009, e a vitória sobre Roger Federer nas meias-finais de 2010.
Depois, a bancada exibiu um gigantesco tifo com a sua imagem e a mensagem "Obrigado, Gaël".
"Alguns amigos quiseram saudar-te", anunciou Marc Maury, o emblemático locutor de Roland-Garros, antes da entrada dos Mosqueteiros Jo-Wilfried Tsonga, Richard Gasquet e Gilles Simon, bem como de Benoît Paire e do cantor Matt Pokora.
E, finalmente, ao fim de cerca de vinte minutos, uma última vénia, uma última dança tímida e um último adeus para encerrar uma carreira iniciada em 2004.

