Ténis: Aryna Sabalenka coloca em dúvida o regresso ao Open de Dubai

Aryna Sabalenka em ação em Indian Wells na semana passada
Aryna Sabalenka em ação em Indian Wells na semana passadaJayne Kamin-Oncea / Imagn Images

A número um mundial, Aryna Sabalenka, afirmou que não sabe se voltará ao Open de Dubai, depois de o diretor do torneio ter criticado a sua desistência este ano, considerando “ridícula” a ideia de impor sanções mais severas por abandonos de última hora.

Sabalenka e Iga Swiatek foram algumas das jogadoras que não puderam competir devido a lesão, doença ou alterações no calendário, permitindo que as lucky losers ocupassem as vagas no quadro principal de Dubai e retirando algum brilho a um torneio WTA 1000, apenas superado pelos Grand Slams em importância.

Sabalenka justificou a sua desistência do torneio no mês passado com uma pequena lesão na anca, antes de o conflito entre Estados Unidos e Israel com o Irão provocar caos na região.

Nessa altura, o diretor do torneio de Dubai, Salah Tahlak, declarou ao The National que as desistências de Sabalenka e Swiatek foram uma “surpresa infeliz” para os organizadores e pediu medidas rigorosas para abandonos tardios, como a perda de pontos de ranking.

“Parece-me ridículo”, afirmou a bielorrussa Sabalenka aos jornalistas no Miami Open, na terça-feira.

“Não acho que tenha agido da melhor forma. Para mim, é muito triste ver que os diretores de torneios e os próprios eventos não nos protegem enquanto jogadoras. Só lhes interessa a sua (venda), o seu torneio e nada mais", acrescentou.

“O seu comentário foi ridículo. Não tenho certeza se quero voltar lá depois do que disse. Para mim, é demais", disse.

A Reuters contactou o torneio de Dubai para obter uma reação.

As jogadoras de topo são obrigadas a participar nos quatro Grand Slams, dez torneios WTA 1000 e seis WTA 500, de acordo com as regras da WTA, e as sanções por não competir vão desde a perda de pontos de ranking até multas monetárias.

A número quatro mundial, Coco Gauff, apelou a uma abordagem mais compreensiva relativamente às desistências de Swiatek e Sabalenka em Dubai.

“Sinto que a Iga e a Aryna já disputaram esse torneio várias vezes e não foi nada pessoal”, comentou Gauff.

“É complicado. Procuramos fazer o possível para cumprir o calendário. Compreendo perfeitamente porque é que ela (Sabalenka) sente isso, pois os comentários foram desnecessários", acrescentou.

Os circuitos masculino e feminino têm sido alvo de críticas devido às temporadas de onze meses, e ambos estiveram sob escrutínio no final da época passada, quando vários encontros na digressão asiática não puderam ser concluídos devido a lesões.

Sabalenka, que conquistou o título em Indian Wells no domingo e vai defender o seu troféu em Miami, explicou que decidiu ser mais seletiva esta época para gerir as exigências de um circuito tão intenso.

“Ao iniciar esta temporada, decidimos priorizar a minha saúde e garantir que tenho pequenos intervalos no calendário para poder recomeçar, recarregar energias, trabalhar e estar melhor preparada para os torneios mais importantes”, afirmou Sabalenka, que também abdicou de Doha.

“Sinto que o calendário está a tornar-se uma loucura e, por isso, vê-se tantas jogadoras lesionadas, sempre com ligaduras e sem conseguir oferecer encontros de melhor qualidade, porque é quase impossível", concluiu.

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