Roland Garros: Andreeva cumpriu sonho ao acabar com percurso histórico de Chwalinska

Mirra Andreeva tornou-se na mais jovem campeã de Roland Garros desde 1992
Mirra Andreeva tornou-se na mais jovem campeã de Roland Garros desde 1992AA/ABACA / Abaca Press / Profimedia

Mirra Andreeva tornou-se este sábado na mais jovem campeã de Roland Garros desde 1992, concretizando um sonho de criança, ao impor-se facilmente à tenista polaca Maja Chwalinska, a primeira qualifier a disputar a final do torneiro parisiense.

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Há muito que a oitava jogadora mundial era apontada como uma futura vencedora de Grand Slams e hoje, com apenas 19 anos e pouco mais de um mês – nasceu em 29 de abril de 2007 -, tornou-se na mais jovem tenista a erguer o troféu na catedral de terra batida desde a norte-americana Monica Seles em 1992.

Num duelo entre estreantes em encontros decisivos de majors, a russa pôs fim ao conto de fadas de Maja Chwalinska, a 114.ª classificada da hierarquia WTA que foi a primeira qualifier a disputar a final do Slam francês, com os expressivos parciais de 6-3 e 6-2, em uma hora e 22 minutos.

Vejo Roland Garros desde muito pequena e era um grande sonho meu ganhar este torneio. Ainda não acredito que estou a segurar este troféu”, declarou a sucessora da norte-americana Coco Gauff no palmarés de vencedoras.

A pupila da espanhola Conchita Martínez, finalista derrotada da edição de 2000 – curiosamente foi Mary Pierce, a campeã nesse ano, a entregar o troféu -, elogiou Chwalinska, “uma adversária muito complicada” e agradeceu a si mesma por nunca parar de acreditar no seu valor, revelando ter sentido "muito nervosismo" e combatido "demónios" ao longo destas duas semanas.

No encontro mais importante das suas carreiras, as duas jogadoras não conseguiram segurar os seus dois primeiros jogos de serviço, acusando algum nervosismo, com a troca de breaks a estender-se até a polaca finalmente fazer o 3-2.

A oitava jogadora mundial conseguiria nivelar o marcador e, logo de seguida, quebrar o serviço de Chwalinska, adiantando-se irremediavelmente num primeiro set marcado por muitos erros não forçados e pelo vento forte.

Andreeva ainda conquistou um novo break, somando quatro jogos consecutivos para fechar o primeiro parcial por 6-3, após 43 minutos.

Muito mais desgastada do que a jovem russa, quer por ter passado mais tempo em court nos encontros do quadro principal, quer por ter disputado três encontros da fase de qualificação, a 114.ª jogadora mundial deu sinais de fadiga e quebra anímica nos derradeiros momentos do primeiro set, não conseguindo reagir no início do segundo.

Chwalinska, que procurava tornar-se na tenista com pior ranking a ser campeã na catedral da terra batida e na segunda qualifier a vencer um major, depois da britânica Emma Raducanu no Open dos Estados Unidos em 2021, ainda salvou dois break-points, mas acabou mesmo por entregar o segundo jogo com um erro.

Quando parecia que tinha o encontro ganho, a oitava cabeça de série viu-se com três breaks contra, que conseguiu anular com um ténis eficaz para ficar a liderar por 3-0.

Numa jornada em que o espanhol Marcel Granollers e o argentino Horacio Zeballos revalidaram o título de pares masculinos no torneio parisiense, somando o terceiro cetro do Grand Slam enquanto dupla, Andreeva continuou absolutamente dominadora.

Depois de quebrar, em branco, a polaca, a russa segurou facilmente o seu serviço, avançando para um triunfo demasiado simples numa final em que a qualidade do ténis deixou a desejar.

Perante a iminência do seu primeiro título em Grand Slams, acusou a pressão, permitindo que Chwalinska finalmente segurasse o seu serviço, para fazer 1-5, e enfrentando dois break-points quando servia para fechar.

A polaca quebrou mesmo a sua adversária, adiando a decisão da final, mas não conseguiu segurar o seu serviço, acabando derrotada em uma hora e 22 minutos.

“És uma jogadora incrível. És tão jovem e talentosa, é tão irritante”, brincou a 114.ª jogadora mundial, que em Roland Garros disputou apenas o seu terceiro Grand Slam, confessando ter “muita coisa na cabeça” após ter perdido.

A qualifier lamentou que o público não tivesse assistido a uma final melhor, mas reconheceu que, apesar de ter dado o seu máximo, Andreeva foi “demasiado boa” para si hoje.