Síntese de Roland Garros: Arnaldi "ofereceu" ao amigo Cobolli uma final com Zverev

Alexander Zverev tem uma oportunidade única para conquistar domingo o seu primeiro Grand Slam
Alexander Zverev tem uma oportunidade única para conquistar domingo o seu primeiro Grand Slam Baptiste Autissier / PsnewZ / Profimedia

Alexander Zverev tem uma oportunidade única para conquistar domingo o seu primeiro Grand Slam frente a Flavio Cobolli, o tenista italiano que se apurou esta sexta-feira para a final de Roland Garros devido à desistência do compatriota Matteo Arnaldi.

Quando faltavam poucos minutos para o arranque da segunda meia-final do quadro masculino do torneio parisiense, a notícia chegou através das redes sociais de Roland Garros: devido a uma “doença viral”, Matteo Arnaldi tinha-se retirado do encontro.

“É difícil estar aqui, não era o que queria”, lamentou o 104.º jogador mundial na sala de conferências de imprensa do complexo parisiense, onde Cobolli o observava a uns metros de distância.

O aguardado duelo entre dois amigos e companheiros de treino não aconteceu e o 14.º jogador mundial qualificou-se pela primeira vez para a final de um major sem entrar em court, marcando encontro com Alexander Zverev, que também ainda procura o seu primeiro cetro do Grand Slam.

É duro, pela maneira como decorreu o torneio. Estava a sentir-me muito bem no court e ter de retirar-me da minha primeira meia-final de um Grand Slam é algo que não se deseja a ninguém”, confessou um abatido Arnaldi.

Protagonista de grandes batalhas nesta edição de Roland Garros, o italiano de 25 anos foi derrotado por um vírus, que o fez vomitar durante a noite e já esta manhã.

Chamámos o médico, deu-me medicação e pensei que seria algo do jantar, mas durante o dia não conseguia comer. Sempre que bebia ou comia, voltava à casa de banho. Tentei preparar-me e ver se podia ir para o court, mas de cada vez que me levantava sentia-me zonzo”, explicou o tenista mais mal classificado a atingir as meias-finais em quase três décadas, considerando ter tomado “a decisão certa”.

Assim, Cobolli, que nunca tinha ultrapassado a terceira ronda na catedral da terra batida e que confessou ter ficado à beira das lágrimas com a notícia da desistência do seu amigo, avança para a final de domingo, na qual defrontará o ultra favorito Zverev.

Mais credenciado jogador em competição – na combinação dos dois quadros -, o alemão de 29 anos confirmou o seu favoritismo diante do jovem checo Jakub Mensik (27.º), impondo-se por 7-5, 6-2, 3-6 e 6-3, em três horas e um minuto.

Ganhei, estou feliz”, disse o número três mundial após derrotar o 27.º classificado da hierarquia ATP, naquele que definiu como o encontro mais difícil que disputou nesta edição do torneio parisiense, no qual ainda só perdeu dois sets.

Por isso, e por ir disputar pela quarta vez a final de um Slam, Zverev é o claro favorito a levantar o troféu no domingo, embora tenha perdido todos os encontros decisivos que disputou nestes torneios – em Roland Garros em 2024, no Open da Austrália no ano passado e no Open dos Estados Unidos em 2020.

Espero ganhar outro grande encontro no domingo”, disse o campeão olímpico de Tóquio-2020 ainda no court Philippe Chatrier.

O segundo cabeça de série lidera os confrontos entre ambos, tendo vencido três de quatro, nomeadamente na passada edição de Roland Garros e há poucas semanas no Masters 1.000 de Madrid.