Recorde as incidências do encontro
“Foi uma semana louca. Muitos encontros difíceis. Contra o (Daniel) Merida, 7-5 no terceiro set, contra o (Alexander) Blockx, 7-6 também no terceiro (na prova de singulares). No sábado, 11-9 (frente aos portugueses Francisco Cabral e Nuno Borges) e, hoje, 11-9 (super tiebreak)", explicou Jacquet.
Depois de terem eliminado a dupla nacional nas meias-finais, Titouan Droguet (307.º do ranking mundial de pares) e Kyrian Jacquet (618.º), que foram repescados para o quadro principal, superiorizaram-se a Orlando Luz (44.º) e Rafael Matos (40.º) por 7-6 (7-2), 6-7 (4-7) e 11-9, em duas horas e cinco minutos.
“Hoje foi tão difícil. Nós liderámos 9-6 e eles jogaram maravilhosamente. Fizemos três pontos diferentes. Depois, no 9-9, disse a mim mesmo: vai com toda a força. Fiz isso, respondo bem e nós ganhámos”, acrescentou o menos cotado dos quatro tenistas em campo.
Na despedida da terra batida do Clube de Ténis do Estoril, Kyrian Jacquet fez um balanço positivo da semana no ATP 250 português, no qual atingiu os oitavos de final de singulares, altura em que foi travado pelo belga Blockx, de 21 anos.
“Claro que gostaria de ganhar a final (de singulares) também, mas o Blockx é um jogador maravilhoso, joga muito bem. Ele mostrou no sábado, contra o Darderi, que também é muito bom. Foi uma semana muito boa para mim e para o Titouan também. Uma semana para lembrarmos o primeiro título juntos, a primeira vez que jogámos em ATP juntos”, lembrou, enquanto o compatriota saía do court diretamente para o aeroporto para apanhar um avião.
Já os brasileiros, apesar de serem especialistas em pares, procuravam conquistar o seu primeiro título, naquela que foi a primeira final para ambos.
“Agora é um gostinho amargo, mas foi uma boa semana. Uma final é sempre uma final. Queríamos o título, mas acabou por escapar em três tie-breaks e mais de duas horas de jogo, bem disputado. Eles jogaram muito bem. É seguir de cabeça erguida”, defendeu Rafael Matos, que em 2023 chegou a fazer dupla com o português Francisco Cabral em alguns torneios.
Apesar de os franceses formarem uma dupla recente no circuito, contando com o factor surpresa sobre os adversários, Orlando Luz acredita que foram detalhes a decidir a final, num dia de condições muito difíceis para jogar.
“Eles são bons jogadores, mais simplistas, claro, mas acho que a questão foi mais o vento e as condições difíceis para todos. Por isso, não houve 'breaks', a bola estava a pingar muito, o vento tirava bastante terra do court, portanto estávamos todos a tentar manter a bola em jogo. Foi decidido em detalhes. Mas estava difícil de jogar hoje”, frisou o primeiro adversário de singulares de Nuno Borges.
