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Estoril Open: Torres cede em “jogo de xadrez”, mas “feliz com torneio”

Tiago Torres caiu nos quartos de final do Estoril Open
Tiago Torres caiu nos quartos de final do Estoril OpenRicardo Rocha / Zuma Press / Profimedia

O português Tiago Torres despediu-se esta sexta-feira nos quartos de final do Estoril Open, ao perder frente ao francês Hugo Gaston, um “jogador muito inteligente”, mas considera ter jogado “o melhor ténis da vida” no Clube de Ténis do Estoril.

Recorde as incidências do encontro

“O jogo foi muito diferente dos anteriores, contra um adversário muito inteligente. Não joga tanto com a velocidade, mas com os ritmos de jogo. Parecia mais um jogo de xadrez do que um jogo de ténis”, analisou o lisboeta.

Convidado pela organização e disputar o seu primeiro torneio ATP, Tiago Torres (427.º do mundo) surpreendeu ao ultrapassar duas rondas, mas acabou por ser eliminado pelo gaulês (109.º), por 6-3 e 6-4, em uma hora e 42 minutos.

“Às vezes, ter um jogo rápido não quer dizer jogar bem e é o caso dele. Joga muito com as variações de ritmo, as alturas, as quebras de jogo. É muito difícil jogar contra ele. Não parece um jogador tão vistoso como outros, mas é muito inteligente e, mesmo assim, acho que fiz um bom jogo”, considerou.

Estatísticas da partida
Estatísticas da partidaFlashscore

Apesar de “não estar contente com o resultado”, Torres, de 24 anos, assegura estar muito contente com a sua participação no ATP 250 português e ter feito “um grande torneio".

Ao longo do encontro de acesso às meias-finais, o campeão nacional absoluto não se mostrou tão disponível fisicamente como no duelo com o chileno Alejandro Tabilo, tendo inclusivamente sido assistido ao braço esquerdo no 3-2 do primeiro set.

“Não vou negar. Mas isso não é desculpa. Nós estamos habituados a jogar com dores. Em dez jogos, há um ou dois em que não jogamos com qualquer dor. É um bom sinal. É sinal estamos a fazer muitos jogos e o corpo, às vezes, dá o berro. Mas o que fica é que eu dei o meu melhor e estou muito orgulhoso de mim”, confessou o atleta do Ace Team.

Encerrada a aventura no Estoril Open, Tiago Torres alimenta a esperança de conseguir “sair dos torneios ITFs rumo aos challengers e depois, se calhar, mais para este nível”, antes de tentar o “sonho de jogar a fase de qualificação do Grand Slam".

Na hora da despedida, o representante nacional, que já tem assegurada a subida ao 331.º lugar do ranking mundial, deixou uma palavra especial aos pais, irmãs, primos e amigos, entre os quais inclui João, falecido no final de 2025, e a quem envia sempre um beijo no final dos encontros.

“Fico sempre um bocado mais emocional, mas queria agradecer a todos, do fundo do coração, principalmente aos meus pais, que estiveram sempre comigo e sempre acreditaram em mim. Aos meus treinadores, primos, que são como se fossem irmãos, às minhas irmãs e todas as pessoas que me vieram apoiar”, nomeou, dizendo ser um apoio fundamental para continuar a “seguir o sonho, um sonho complicado, porque gasta-se muito dinheiro".

Hugo Gaston confessou não saber o que esperar de Tiago Torres, embora soubesse que o português “estava cheio de confiança por ter ganho a bons jogadores e estar a jogar tão bem durante esta semana".

“Temos de lhe dar os parabéns pela performance esta semana, mas do meu lado estou muito satisfeito. Acho que não joguei o meu melhor ténis, mas estou contente de estar nas meias-finais e porque é importante vencer este tipo de encontros”, defendeu o gaulês, que vai ter como próximo adversário o vencedor do encontro entre o russo Andrey Rublev (14.º), primeiro cabeça de série, e o compatriota Luca van Assche (78.º).