Recorde as incidências do encontro
Depois do histórico título em 2022, Francisco Cabral (27.º do ranking mundial de pares) e Nuno Borges (387.º) garantiram hoje o regresso às meias-finais no Clube de Ténis do Estoril, ao baterem o norte-americano Vasil Kirkov (52.º) e o neerlandês Bart Stevens (51.º), por 6-2 e 6-3.
“Principalmente da minha parte, acho que há muita coisa que vem com alguma ferrugem. Nos pares não tive assim tantos jogos e os que tive se calhar não foram assim tão bons. Mas ajuda a poder jogar com ele, já estamos à vontade e sinto que ajuda a alinhar um bocadinho mais o jogo de pares. E acho que quanto mais jogos fizermos, mais perigosos ficamos”, disse Nuno Borges.
Para Francisco Cabral, “quanto mais jogos, mais lembranças dos tempos vêm à cabeça” em que jogavam juntos e “as rotinas vão cada vez ficando mais automatizadas”.
“Acho que hoje sem dúvida que jogámos melhor do que na primeira ronda e espero que amanhã (sábado) seja ainda melhor que hoje”, afirmou.
Apesar de serem campeões em 2022 e semifinalistas em 2023, Francisco Cabral diz que “seria um erro pensar no título”, pois ainda há “um jogo complicado para jogar”, frente aos franceses Titouan Droguet e Kyrian Jacquet.
“Se ganharmos amanhã, a pergunta do título faz todo o sentido, mas neste momento, pelo menos na minha cabeça, está só no jogo de amanhã (sábado)", assumiu.
Sobre o encontro de hoje, Nuno Borges diz que “acabou por ser um resultado que parece mais fácil do que o jogo realmente foi”, embora tenham sido “superiores no geral”.
Depois de ter sido eliminado na segunda ronda de pares e questionado se era mais fácil jogar no court Cascais do que no court central, Nuno Borges foi categórico: “É mais fácil ter o Francisco do meu lado”.
“Continua de ser muito, muito importante para mim ter ganho aquele jogo (de singulares). Pelo menos sair com a vitória. Se calhar não era a que eu mais queria, mas eram as duas muito importantes. E eu queria manter-me aqui no Estoril, em competição. Portanto, de certa maneira, cumpri ali o meio objetivo (nos pares, pouco tempo depois da derrota em singulares", assumiu.
O maiato admite que “continua a ser uma apresentação muito fraca de singulares ou muito aquém daquilo que gostaria de ter jogado”, assegurando que hoje já se encontrou “um bocadinho mais em campo”.
“Sem dúvida que ajuda muito estar com alguém ao lado. Para também ajudar a assumir a responsabilidade a meias. Partilhar ali uma amizade, passar um bom bocado. É sempre um ambiente mais, pelo menos para mim, mais tranquilo. Até porque a pressão que se calhar o Francisco sente no par é um bocadinho aquilo que eu sinto no singular. E eu acabo por usar isso a meu favor quando jogo com ele, porque acaba por ser muita motivação e não me pesa tanto perder esse jogo. Mas aqui é dos jogos que eu realmente apareço. E, incluindo a Davis, é daqueles que eu realmente quero muito ganhar”, concluiu.
