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Com um convite atribuído pelos organizadores, o francês de 17 anos mostrou-se totalmente tranquilo no Court Simonne Mathieu, na sua estreia num Grand Slam, frente a um adversário 20 anos mais velho e antigo número três mundial.
Cilic, campeão do US Open em 2014 e semifinalista em Roland Garros em 2022, chegou a Paris como 46.º do ranking mundial, mas foi dominado pelo destemido adolescente, cuja velocidade defensiva e amorties de grande classe arrancaram repetidos aplausos do público.
No 318.º posto do ranking, Kouame venceu um primeiro set muito disputado no tie-break, depois de salvar dois set points, antes de assumir o controlo do encontro. Kouame não concedeu qualquer break ao longo do encontro e selou o triunfo em sets consecutivos.
"Não foi fácil. Tento sempre manter-me no momento presente e não pensar demasiado no resultado. Hoje consegui fazê-lo muito bem," afirmou Kouame em court.
Com 17 anos e dois meses, Kouame tornou-se o mais jovem a vencer um encontro de Grand Slam desde que o australiano Bernard Tomic atingiu a segunda ronda do Open da Austrália em 2009, com 16 anos. É também o mais jovem a ultrapassar a primeira ronda em Roland Garros desde que o romeno Dinu Pescariu conseguiu esse feito em 1991, com 17 anos e um mês.
"É muita emoção, é excecional. Ao entrar neste torneio, não sabia bem o que esperar. A equipa e eu trabalhámos muito para estarmos o mais preparados possível", disse Kouame.
O adolescente, orientado pelo antigo jogador francês Richard Gasquet, somou apenas a sua segunda vitória no circuito principal, depois de ter conquistado a primeira no Masters de Miami, em março. Vai agora defrontar o paraguaio Adolfo Daniel Vallejo, que avançou após o 20.º cabeça de série Cameron Norrie abandonar lesionado.
A campanha surpreendente de Kouame coroa uma ascensão meteórica esta época. O francês conquistou três títulos ITF – o terceiro escalão do ténis profissional – e recebeu vários convites para o circuito principal, incluindo para os Masters de Miami e Monte Carlo.
"Toda a experiência que adquiri em Miami e Monte Carlo provavelmente ajudou-me um pouco. Tecnicamente, senti-me bastante calmo. Sabia que estava preparado e senti-me bem mental e fisicamente", disse Kouame aos jornalistas.
