Davidovich Fokina, de 26 anos, tinha acabado de vencer o bósnio Damir Dzumhur em cinco sets na primeira ronda quando Puerta interrompeu subitamente toda a relação com o espanhol.
Circularam rumores de que Davidovich Fokina teria despedido Puerta após uma discussão durante um treino, mas o tenista espanhol, número 23 do ranking, desmentiu-o numa entrevista ao Marca depois da derrota na segunda ronda frente a Thiago Agustin Tirante.
“Não houve qualquer discussão com o Puerta. Depois do meu jogo contra o Dzumhur, disse-me que ia voltar para o hotel. Duas horas depois recebi uma mensagem muito longa em que me dizia que ia embora de forma definitiva”, revelou Davidovich Fokina.

No passado, Puerta já tinha trabalhado com Brandon Nakashima e Laslo Djere, de quem Davidovich Fokina ouviu relatos semelhantes.
“Depois apanhou um voo para Miami sem avisar o resto da equipa. Mais tarde soube que já tinha feito o mesmo com alguns jogadores no passado. Parece que para ele é algo normal. Desiludiu-nos como pessoa e não tenho intenção de ir atrás dele. Foi ele quem decidiu não continuar, pelo menos até ao fim do torneio. Não é um problema meu; é adulto e pode tomar as suas decisões”, acrescentou o espanhol.
“Tínhamos uma ótima relação. Bloqueou tanto eu como à minha mulher. Sempre o considerei uma boa pessoa até agora. Não lhe desejo nada de mal, mas espero que os futuros jogadores sejam cautelosos quando trabalharem com ele.”
Suspensão por doping de oito anos
Puerta chegou à final de Roland Garros em 2005, mas perdeu em quatro sets frente a Rafael Nadal.
Quatro meses após o torneio, Puerta foi suspenso por doping durante 8 anos depois de testar positivo à etilefrina, um estimulante cardiorrespiratório proibido. Era a segunda vez que tinha um controlo positivo, após um caso anterior de esteroides anabolizantes em 2003.
A suspensão de Puerta foi reduzida para dois anos após recurso do argentino ao TAD, mas mais tarde admitiu ter mentido na sua defesa.
