Recorde as incidências do encontro
Wawrinka, 113.º classificado do ranking mundial, foi batido em quatro sets por De Jong, que ocupa a 106.ª posição na hierarquia da ATP, pelos parciais de 6-3, 3-6, 6-3 e 6-4, após três horas e quatro minutos de confronto no court em terra batida do torneio parisiense.
O veterano tenista, que chegou a ser número três mundial e vai terminar a carreira no fim desta época, teve uma 21.ª participação muito reduzida em Roland Garros, perante um adversário que foi repescado das qualificações, na sequência da desistência do francês Arthur Fils, devido a lesão.
"É difícil, é difícil ver estas imagens", afirmou o tricampeão de Majors visivelmente emocionado, depois de ter sido homenageado ainda em campo com um vídeo.
Lendas como Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic ou atuais estrelas do circuito como Jannik Sinner e Carlos Alcaraz enviaram mensagens de despedida. "Muito obrigado a todos os que trabalharam para este torneio. São torneios como este que me fazem querer jogar ténis. Naturalmente, gostaria de ter continuado a jogar para viver estas emoções mais vezes", concluiu Wawrinka.
Wawrinka deveria ter defrontado o francês Arthur Fils, mas este desistiu devido a problemas na anca. Ainda assim, nem o sorteio teoricamente mais acessível permitiu ao número 113 do mundo continuar a carreira.
Wawrinka apreciado em todo o lado
Em 2015, Wawrinka triunfou junto ao Sena. Na final frente a Djokovic, usou uns calções vermelhos e brancos aos quadrados, que se tornaram icónicos e estão expostos no museu do torneio de Roland Garros. "Não tenho a certeza", brincou Wawrinka quando questionado se poderia "voltar a pedi-los emprestados" para o seu encontro da primeira ronda.
Em dezembro do ano passado, o suíço anunciou que iria para a sua última época. O tenista é apreciado em todo o lado e colocou o seu nome nos livros de história com os seus três títulos de Grand Slam na era de Federer, Nadal e Djokovic. Ao longo da sua longa carreira desde 2002, conquistou também o ouro olímpico em pares em 2008 e a Taça Davis em 2014, sempre ao lado de Federer. O seu último título, dos 16 que soma, foi conquistado em 2017, em Genebra.

