Vice-campeã em título, a bielorrussa de 28 anos vulgarizou a quatro vezes vencedora de Grand Slams, impondo-se em menos de uma hora e meia, pelos parciais de 7-5 e 6-3.
Apenas pela quinta vez um encontro feminino teve honras de sessão noturna e as duas bicampeãs do Open da Austrália e do Open dos Estados Unidos – ambas ganharam exatamente os mesmos Grand Slams – não defraudaram.
O primeiro set foi disputado a um bom nível, com japonesa a acusar a pressão ao servir com 5-5 e Sabalenka a demonstrar porque é a líder do ranking WTA, respondendo irrepreensivelmente para conseguir o break e, depois, fechar no seu serviço.
Após ter perdido o primeiro parcial, a antiga número um mundial, que nunca tinha ido além da terceira ronda na terra batida parisiense, foi dominada pela bielorrussa, que quebrou o serviço da 16.ª classificada da hierarquia por duas vezes para continuar impassível na sua caminhada em busca do seu primeiro título em Roland Garros.
Nos quartos, Sabalenka defrontará Diana Shnaider, que se vai estrear entre as oito melhores de um Grand Slam após afastar a norte-americana Madison Keys, 19.ª tenista mundial.
Aos 22 anos, a russa, que nunca tinha ido além da segunda ronda em Paris, bateu a campeã da edição de 2025 do Open da Austrália, por 6-3, 3-6 e 6-0, somando o primeiro triunfo em quatro encontros diante da antiga semifinalista (2018) e quartofinalista (2025) de Roland Garros.
“Soube controlar as minhas emoções e, hoje, joguei muito bem. Já é um grande feito para mim”, congratulou-se a 23.ª classificada do ranking WTA, que durante o torneio esteve envolvida numa polémica ao ser acusada de ser apoiante do presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Numa edição de Roland Garros praticamente despojada de estrelas, foi Maja Chwalinska a destacar-se hoje ao tornar-se na quarta tenista polaca na Era Open a alcançar os quartos de final de um Slam, depois de Agnieszka Radwanska, Iga Swiatek e Magda Linette.
A 114.º jogadora mundial, de 24 anos, impôs-se à francesa Diane Parry (92.ª), por 6-3 e 6-2, para converter-se na sétima qualifier desde 2000 a chegar aos quartos na catedral da terra batida, tantas como nos outros três majors combinados.
Na próxima ronda, Chwalinska terá pela frente Anna Kalinskaya, que derrotou a austríaca de origem russa Anastasia Potapova (30.ª), por 6-4, 2-6 e 7-6 (10-7).
“Estou em choque. Não acreditava que este encontro tinha terminado. Foi uma batalha incrível até ao último segundo”, resumiu a 24.ª jogadora mundial, que igualou a sua melhor performance em Grand Slams – a russa chegou aos ‘quartos’ no Open da Austrália em 2024.
Numa jornada sem nomes sonantes do lado masculino, Félix Auger-Aliassime, sexto classificado do ranking ATP, manteve o estatuto de jogador mais cotado da parte superior do quadro, impondo-se ao chileno Alejandro Tabilo.
Aos 25 anos, o canadiano vai estrear-se nos quartos do segundo Grand Slam da temporada, após ter derrotado o 36.º tenista mundial por 6-3, 7-5 e 6-1.
“Já é um sonho de infância para mim jogar aqui. Não sou francês, mas sou francófono. Sei que há mais franceses no torneio, mas vou contar com o vosso apoio até ao final. Desejo chegar à final no domingo”, declarou Auger-Aliassime, admitindo sentir-se em casa.
O quarto pré-designado vai, de seguida, enfrentar Fabio Cobolli, qualificado pela segunda vez na carreira para os quartos de um Grand Slam, após ter atingido a mesma fase em Wimbledon no ano passado.
O 10.º cabeça de série regressou ao court após ter batido o estreante norte-americano Zachary Svajda (85.º), por 6-2, 6-3, 6-7 (3-7) e 7-6 (7-5), para “poder tocar” nos troféus da Liga dos Campeões, que Ousmane Dembélé, Bradley Barcola, Warren Zaïre-Emery e Désiré Doué apresentaram ao público no Philippe Chatrier.
O italiano juntou-se à festa dos futebolistas do Paris Saint-Germain, que no sábado se sagraram bicampeões europeus, e desejou sorte aos franceses no Mundial-2026, onde a sua seleção não estará.
Matteo Berretini também avançou para os quartos, com um triunfo por 6-3, 7-6 (7-2) e 7-6 (8-6) diante do argentino Juan Manuel Cerúndolo (56.º), ‘carrasco’ do seu compatriota e número um mundial Jannik Sinner.
Cinco anos depois, o antigo número seis mundial e atual 105.º está de regresso aos quartos de Roland Garros, após ter falhado as quatro últimas edições, somando a sétima presença entre os oito melhores em ‘majors’ e primeira desde o Open dos Estados Unidos de 2022.
Com 30 anos e 42 dias, Matteo Berrettini, que viu o seu percurso travado por diversas lesões, tornou-se o italiano mais velho a alcançar os quartos de final de um Grand Slam na Era Open.
