Recorde as incidências do encontro
Após duas horas e 36 minutos de “um jogo muito intenso”, Frederico Silva (233.º do mundo) perdeu com Luca van Assche (86.º), por 7-5, 6-7 (4-7) e 6-1, ficando “com pena de não ter conseguido entrar melhor no terceiro set e aproveitar a vantagem que tinha conseguido de virar o segundo set”.
“Há que dar algum mérito também ao Luca, que, apesar de ter perdido o segundo set, depois entrou muito forte no terceiro. Na minha opinião, ele também melhorou o nível no início do terceiro set e eu não consegui acompanhar essa fase. Depois, já com o cansaço acumulado, com dois breaks, já era difícil, mas estando aqui, em casa, com o público e tudo mais, tentei lutar até ao máximo e ficar até ao final, até ter alguma oportunidade. Mas acho que há bastante mérito dele, que, no final do jogo, não me deu nada”, admitiu.
O tenista de Caldas da Rainha, de 31 anos, agradeceu o wild card que recebeu da organização e lhe permitiu voltar a jogar um quadro principal de um torneio ATP, mostrando “orgulho” de participar num “torneio muito especial”.

“Senti que preparei muito bem o torneio, senti que fiz o melhor que podia para chegar aqui hoje e jogar um bom jogo e ter as minhas hipóteses de ganhar a primeira ronda. Acho que foi isso que aconteceu, acabei por fazer um muito bom jogo e, apesar da derrota, acho que foi um jogo com bom nível”, considerou.
Frederico Silva admitiu ainda que, “passado quase três horas de jogo em dois sets, o início do terceiro set custou aos dois”, mas que o francês entrou melhor no terceiro parcial.
“A vantagem que ele conseguiu criar no início do terceiro set fez com que, se calhar, ganhasse mais energia e eu fosse perdendo aos poucos. Acho que talvez possa ter sido um bocadinho por aí, porque no início do terceiro set eu senti-me bem, senti-me preparado para lutar pelo terceiro set”, assumiu.
