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De regresso ao pó de tijolo do Estoril, pela oitava vez na carreira, o tenista das Caldas da Rainha (235.º ATP) ainda conseguiu empurrar a decisão do encontro para o terceiro e decisivo set, mas acabou por perder com os parciais de 7-5, 6-7 (4-7) e 6-1, ao fim de três horas e 26 minutos, o desafio mais longo da história do Estoril Open.
Num duelo que colocava frente a frente gerações distintas no Clube de Ténis do Estoril, Frederico Silva, de 31 anos, não entrou bem no encontro e só conseguiu estabilizar no sexto jogo, quando devolveu o segundo break sofrido.
Ganhou motivação e confiança, variou bem no leque de pancadas e evitou três pontos de break no nono jogo diante de Van Asche (78.º ATP), que não desperdiçou, contudo, nova oportunidade para quebrar o adversário português no 11.º jogo (6-5), antes de encerrar o set inaugural no seu serviço.
Na segunda partida, sob temperaturas altas e o apoio do público - a preencher apenas parte das bancadas do court central -, o caldense ganhou novo impulso e assumiu o comando do encontro, chegando a liderar por 4-1.
O jovem francês, de 22 anos, reagiu bem, restabeleceu a igualdade (4-4) e, quando tudo parecia encaminhado para o final do embate, na sequência da quebra de serviço novamente no 11.º jogo, eis que Frederico Silva renasceu, devolveu o break (6-6) e impõs-se de forma autoritária no tie-break.
Um esforço que terá consumido grande parte da energia do esquerdino, que, obrigado a manter a intensidade e o ritmo de jogo, não foi capaz de acompanhar a força da juventude de Van Asche que, após consumar dois breaks, celebrou a passagem à segunda ronda do torneio português.
