Roland Garros: Maja Chwalinska volta a desfrutar do ténis após luta contra a depressão

Maja Chwalinska celebra vitória
Maja Chwalinska celebra vitóriaREUTERS / Stephane Mahe

A polaca Maja Chwalinska está a adorar jogar ténis neste momento e, depois de se tornar apenas a segunda jogadora proveniente do qualifying a alcançar as meias-finais de Roland Garros na era Open, a tenista de 24 anos está radiante por ter regressado após uma pausa na carreira devido à saúde mental.

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Chwalinska, atualmente 113.ª do ranking mundial ao chegar a Roland Garros, teve de ultrapassar três rondas de qualificação em Paris e perdeu apenas um set nos oito encontros até às meias-finais, culminando na vitória por 7-6 e 6-3 frente à russa Anna Kalinskaya, na quarta-feira.

Em 2021, Chwalinska anunciou que sofria de depressão há mais de 18 meses e que iria afastar-se dos courts.

"No início forcei. Achei que só precisava de ser muito forte, resistente e continuar a treinar. Mas depois já não conseguia sequer sair da cama. Estava sem vida, para ser sincera. Sabia que precisava de fazer uma pausa, porque senão simplesmente não conseguia viverSinceramente, não sabia se ia voltar ou não. Depois de alguns meses, decidi regressar. Precisei de resolver algumas coisas na minha cabeça. E voltei. Estou feliz por tê-lo feito", contou Chwalinska aos jornalistas após a vitória de quarta-feira.

Chwalinska nunca tinha passado da segunda ronda num Grand Slam e foi questionada sobre como estava a lidar com o facto de se encontrar num território desconhecido.

"Não sou muito de redes sociais, sinto que seria demasiado para mim neste momento. Por isso, uma das coisas que faço agora é simplesmente publicar e depois sairPara além disso, tenho pessoas fantásticas à minha volta, que estão comigo há muitos, muitos anos. Por isso posso confiar nelas e contar-lhes tudo o que sinto", afirmou.

A carreira júnior de Chwalinska foi feita lado a lado com a compatriota Iga Swiatek. Juntas, conduziram a Polónia à vitória no Campeonato da Europa de equipas femininas sub-14 em 2015 e, como parceiras de pares, foram campeãs europeias de juniores.

Chegaram à final de pares femininos do Australian Open em 2017, mas desde então seguiram caminhos muito diferentes, com Swiatek a conquistar seis Grand Slams, incluindo quatro títulos em Roland Garros.

Enquanto Swiatek foi eliminada na quarta ronda este ano, Chwalinska já arrecadou mais prémios nas últimas semanas em Paris do que em toda a sua carreira, mas o tempo para saborear as conquistas chegará mais tarde.

"Sinto que, por alguma razão, não estou a processar isto. Estou apenas focada em cada encontro. Sinceramente, não sinto que seja um momento enorme para mim. Mas, sem dúvida, quando o torneio terminar, terei tempo para agradecer pelo que aconteceu e processar tudo isso", confessou.

Chwalinska vai defrontar outra russa nas meias-finais, depois de a 25.ª cabeça de série ‌Diana Shnaider ter surpreendido a número um mundial Aryna Sabalenka noutro encontro dos quartos de final, na quarta-feira.