Recorde as incidências do encontro
Primeiro lucky loser a chegar aos quartos de final, o número um português e 49.º do ranking superou Ignasio Buse (33.º), por 6-0 e 6-2, em uma hora e 12 minutos, vingando a derrota no único encontro anterior entre ambos, depois de o peruano ter vencido na Taça Davis em 2025.
“É incrível. Nem sabia se ia estar no quadro. Entro na terça-feira, estou a viver tudo no momento, com umas performances muito positivas, a jogar muito bem, a sentir-me muito bem nestas condições, o físico a aguentar-se bem a jogar todos os dias. Estou mesmo muito contente. Num torneio em que nem sequer ia entrar no quadro principal e agora estou nos meus primeiros quartos de final de um Masters 1.000. O ténis é mesmo assim, é uma loucura. Estou muito contente”, assumiu.
Ainda no court número um do complexo de Paris La Défense, Nuno Borges assumiu que “ainda é surreal” o que lhe está a acontecer e que “a oportunidade apareceu” e está “a aproveitar”.

Tal como nas duas rondas anteriores, Nuno Borges esteve implacável no seu serviço e terminou o encontro sem enfrentar qualquer ponto de break, além de ter conseguido quebrar o saque do peruano em cinco ocasiões.
Nos quartos de final, Nuno Borges, que, à sétima tentativa, ultrapassou os oitavos de final em Masters 1.000, sabe que vai reencontrar um dos tenistas que encontrou em Basileia, na semana passada, uma vez que vai encontrar o vencedor do encontro entre o norueguês Casper Ruud (23.º) e o alemão Jan-Lennard Struff (39.º).
No torneio suíço, o maiato afastou Casper Ruud nos oitavos de final, antes de perder com Jan-Lennard Struff nos quartos de final.
Nuno Borges é o terceiro português a chegar aos quartos de final de um Masters 1.000, depois de João Sousa, que perdeu com o espanhol Rafael Nadal em 2016 em Madrid, e de Frederico Gil, afastado pelo britânico Andy Murray em Monte Carlo em 2011.
O Masters 1.000 de Paris está a ser histórico para Nuno Borges, que foi o segundo português a passar as 100 vitórias no circuito ATP, além de ter já alcançado a sua temporada mais vitoriosa, com 32 triunfos, mais dois do que em 2025.
O maiato, que ainda deverá disputar o torneio de Estocolmo antes de terminar a época, ao contrário do compatriota Jaime Faria, já garantiu virtualmente a subida ao 41.º posto do ranking ATP.
