Ténis: Sinner pede "mais respeito" no que toca a prémios monetários em torneios Grand Slam

Jannik Sinner fala durante uma conferência de imprensa em Roma
Jannik Sinner fala durante uma conferência de imprensa em RomaREUTERS / Claudia Greco

Jannik Sinner apelou, esta quinta-feira, para que os torneios do Grand Slam demonstrem maior "respeito" pelos tenistas na disputa sobre os prémios monetários. Embora cauteloso, o italiano não fechou a porta a medidas drásticas no futuro.

No ano passado, a elite do ténis mundial assinou duas cartas dirigidas aos responsáveis dos quatro Majors, exigindo um aumento dos prémios, contribuições para um fundo de apoio (reforma e maternidade) e maior participação nas decisões regulamentares. O objetivo passa por fixar uma quota de 22% das receitas dos torneios para os jogadores, em linha com o que já acontece nos eventos de nível 1000 da ATP e WTA.

Contudo, Sinner afirmou aos jornalistas no Open de Itália, em Roma, que o consenso com os organizadores de Wimbledon, Roland Garros, US Open e Open da Austrália continua distante. 

"Trata-se mais de respeito. Penso que damos muito mais do que aquilo que recebemos. E não é só para os melhores jogadores; é para todos. Não é agradável que, passado um ano, nem sequer estejamos perto de concluir aquilo que pretendemos", desabafou o transalpino.

As declarações de Sinner surgem no seguimento das palavras da número um mundial, Aryna Sabalenka, que na segunda-feira se mostrou disponível para boicotar os Grand Slams para forçar um acordo. Em causa está, entre outros pontos, o recente anúncio de Roland Garros: um aumento de 9,5% nos prémios que os jogadores consideram insuficiente, dado que as receitas do torneio subiram 14% no último ano.

"Compreendo que se fale em boicote, porque em algum momento temos de começar. Isto já dura há demasiado tempo. Estamos um pouco desiludidos com o desfecho de Roland Garros, por exemplo. Vamos ver o que o futuro nos reserva", admitiu Sinner.

No plano desportivo, Sinner foca-se agora na busca por um inédito sexto título consecutivo de Masters 1000. O italiano, que atravessa uma sequência impressionante de 23 vitórias consecutivas, estreia-se no sábado frente ao vencedor do duelo entre Sebastian Ofner e Alex Michelsen, surgindo como o grande favorito em Roma perante a ausência por lesão de Carlos Alcaraz.

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