Recorde as incidências do encontro
O sérvio, de 39 anos, passou por um autêntico calvário de dores e vómitos durante as quatro horas e meia de batalha frente ao argentino Mariano Navone, inesperado vencedor do duelo por 7-6/7-5, 5-7, 4-6, 6-2 e 6-1 já perto da meia-noite de domingo.
Questionado sobre as suas sensações após o encontro, o sérvio foi brutalmente honesto.
"Foi evidente que, para mim, foi uma sensação horrível no court. É algo que, infelizmente, tenho vindo a arrastar praticamente em cada encontro deste ano. Já sabem, vómitos, um problema sério. Depois, todo o meu corpo começa a colapsar, basicamente cãibras e dores. No fim, as costas simplesmente cederam e o ombro também, e não consegui fechar o encontro".
"Estava com um break de vantagem no quarto set, mas estive a sofrer o tempo todo desde o quarto jogo do encontro. Não quero tirar mérito à vitória dele. Parabéns para ele. É um bom rapaz, um lutador. Mas eu não desfrutei", acrescentou o tenista, que assumiu não saber se vai conseguir resolver estes problemas.
Djokovic pensou mesmo desistir da partida desta madrugada.
"Sim, pensei nisso, mas depois ganhei um set e depois o terceiro. Então foi como: 'Bem, talvez haja uma hipótese'. Não queria desistir no quarto ou no quinto, queria terminar o encontro de alguma forma", afirmou.
"Claro que estou muito orgulhoso de todas as conquistas do passado, mas agora é agora. Agora acabei de sair do court e ainda estou a tentar gerir o meu corpo", concluiu, quando questionado sobre a primeira derrota na estreia de um US Open.

