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Síntese de Wimbledon: Sonhos de Djokovic e Fery esfumaram-se nas meias-finais

Djokovic derrotado por Sinner
Djokovic derrotado por Sinner REUTERS/Toby Melville

O tenista sérvio Novak Djokovic viu terminar o sonho de igualar o recorde de títulos em Wimbledon, ao perder com o italiano Jannik Sinner nas meias-finais, nas quais acabou o conto de fadas do britânico Arthur Fery.

Fery 0-3 Zverev

Primeiro tenista masculino a atingir as meias-finais de um Grand Slam depois de receber um wild card da organização desde 2001, ano em que o sérvio Goran Ivanisevic se sagrou campeão em Wimbledon, Fery (114.º) foi derrotado pelo alemão Alexander Zverev, terceiro do mundo, por 7-6 (7-0), 6-2 e 6-4.

“É tudo recente e terei de me acostumar e assimilar. Estou cansado mental e fisicamente e vou precisar de um tempo para carregar as pilhas e depois voltar a jogar. Demonstrei ter nível e joguei bem. (Subir ao 35.º posto do ranking) Isso muda muitas coisas e poderei jogar torneios do circuito pelo menos um ano. Vamos ver como consigo gerir a mudança e as minhas expectativas e de toda a gente. Vai ser um desafio assimilar tudo”, referiu Fery.

Recente vencedor em Roland Garros, onde se estreou no palmarés em majors, Zverev chega pela primeira vez à final em Wimbledon, o único Grand Slam em que ainda não tinha conseguido.

Ainda antes de saber se o seu adversário seria Sinner ou Djokovic, o alemão brincou a dizer que preferia jogar “com um júnior”, uma vez que as outras opções eram o detentor do troféu ou alguém que ganhou muitas vezes em Wimbledon.

“Não será fácil seja quem for. Mas tenho de confiar em mim mesmo e acreditar que posso ganhar. É isso que vou fazer”, assumiu.

Sinner 3-0 Djokovic

Na segunda meia-final, Sinner, líder do ranking mundial, fez uma exibição praticamente perfeita frente a Djokovic (oitavo), que estava na oitava presença consecutiva nas meias e procurava o 25.º título em majors e o oitavo em Wimbledon, com o qual igualaria o recordista Roger Federer.

Com um triunfo por 6-4, 6-4 e 6-4, Sinner tornou-se o primeiro italiano a chegar a finais consecutivas em Wimbledon e o terceiro ainda no ativo a consegui-lo, juntamente com o espanhol Carlos Alcaraz e o próprio Djokovic.

“Tentei manter-me bastante agressivo, servindo muito bem, o que me ajudou muito. Do meu ponto de vista, (Djokovic) tem a melhor resposta do jogo. Por isso tentei variar. Estou muito feliz com o rendimento”, assumiu Sinner.

Estatísticas do encontro
Estatísticas do encontroFlashscore

Os 39 anos de Djokovic pareceram fazer-se sentir, em especial depois de ter disputado, com o canadiano Felix Auger-Aliassime, o mais longo encontro nos quartos de final de Wimbledon, com cinco horas e 15 minutos.

“O que ele (Djokovic) continua a mostrar é uma verdadeira inspiração, não só para vocês, como também para a nova geração. O que continua a fazer é incrível, incrível. Temos sempre encontros muito, muito duros. No último, ganhou-me nas meias-finais na Austrália. Tentei fazer alguns ajustes, mas em relva é muito difícil. Ele teve um encontro muito duro contra Felix, que acredito que vamos recordar para sempre”, afirmou.

Sinner, que tenta ser o 10.º tenista a revalidar o título em Wimbledon, tem clara vantagem no confronto direto com Zverev, somando 10 vitórias em 14 encontros, uma das quais na final do Open da Austrália em 2025.