“Chegar a este terceiro lugar no Campeonato do Mundo, sendo sincero, acho que chegou mais cedo do que eu estava à espera”, afirmou Ricardo Batista, em entrevista à Lusa, dois dias depois de ter assegurado o terceiro posto no Mundial, com o quarto lugar na superfinal, em Pontevedra, em Espanha.
Na representação de uma marca de bebidas energéticas em Lisboa, o atleta natural de Torres Novas, valoriza o feito por ter sido conseguido a par de Vilaça.
“É um momento muito especial e, ainda por cima, conseguir partilhar com o Vasco, acho que torna o momento ainda mais bonito e memorável. É um dia que nos vamos sempre lembrar no futuro”, sustentou.
Ricardo Batista foi terceiro nas etapas de Alghero, em Itália, e Quiberon, em França, e assegurou a presença no pódio final – o segundo português a consegui-lo, depois de Vilaça ter sido segundo, em 2020, e terceiro, em 2025.
O atleta do Clube de Natação de Torres Novas foi sexto nos Jogos Olímpicos Paris-2024, a dois segundos de Vilaça, que foi quinto, apontou o atual campeão mundial como uma referência para a sua geração e destacou a importância de ambos terem conseguido chegar ao pódio do Mundial no mesmo ano.
“Neste momento ele é campeão do mundo e eu sou terceiro no Campeonato do Mundo e acho que termos os dois conseguido este lugar de pódio este ano torna o momento ainda mais bonito e especial”, considerou.
O português não escondeu também a satisfação por ter o irmão mais novo, João Nuno Batista, na mesma modalidade e a competir ao mais alto nível, aos 21 anos, considerando que essa circunstância torna ainda mais especiais os resultados alcançados.
“Ter o meu irmão a competir ao meu lado é bastante especial. Não são muitos os atletas que conseguem ter o irmão na mesma modalidade e, ainda para mais, a este nível”, referiu, aludindo ao seu irmão, 16.º classificado no Mundial de 2026.
Ricardo Batista, que integrou ainda a estafeta mista que foi quinta em Paris2024, reconheceu ter “expectativas bastante altas” para Los Angeles-2028, embora prefira concentrar-se no dia-a-dia, sem projetar muito o futuro.
“Eu vivo muito o desporto dia após dia e penso muito no que tenho de fazer no dia a seguir. Não penso bem onde me quero ver daqui a não sei quantos anos, nos próximos Jogos Olímpicos, seja o que for”, explicou, considerando que esta forma de encarar a carreira ajuda a lidar com a imprevisibilidade da alta competição.
Antes da finalíssima, disputada na nona etapa do Mundial – eram 10 mas a prova dos Emirados Árabes Unidos foi cancelada -, Ricardo Batista cumpriu dois meses de estágio em França, em altitude.
No domingo, Ricardo Batista conseguiu manter o terceiro lugar no Mundial, após ter sido quarto na Galiza, onde o seu irmão, campeão do mundo júnior em 2023, foi 11.º.
Ricardo Batista tornou-se no segundo português a subir ao pódio em Mundiais de triatlo, depois de Vilaça, que foi o primeiro luso a arrebatar o título.
Em Pontevedra, Dinis Ferreira sagrou-se ainda vice-campeão do mundo de juniores e Filipe Marques conquistou a medalha de bronze na classe adaptada PTS5.
