“Acho que somos dos melhores países neste momento na modalidade, mas é muito difícil estar a fazer previsões para daqui a dois anos, mas podemos sonhar, porque sonhar ainda não se paga e acho que podemos sonhar talvez com medalhas nos jogos daqui a dois anos”, afirmou Ricardo Batista, depois de terminar a prova masculina de elites no quarto lugar e assegurar o terceiro posto final do campeonato do mundo.
O triatleta português destacou a qualidade do atual grupo português, que considera uma base para alimentar a ambição olímpica: “Temos uma das seleções mais competitivas do triatlo mundial, se não a mais competitiva neste momento”, considerou o atleta, que admitiu não se recordar de outro país ter colocado dois homens no pódio de um campeonato do mundo
Ricardo Batista terminou a prova masculina de elites no quarto lugar, a cinco segundos do vencedor, o compatriota Vasco Vilaça, resultado que lhe permitiu garantir o terceiro lugar da classificação final do campeonato do mundo, depois de uma luta renhida com o francês Dorian Coninx e o brasileiro Miguel Hidalgo.
“Foi uma prova em que nós nos defendemos todos muito bem como Portugal e acho que isso no fim do dia é o mais importante”, afirmou o português, que destacou a importância da entreajuda numa modalidade essencialmente individual.
O atleta lamentou apenas que o irmão, João Nuno Batista, não tenha conseguido integrar o grupo da frente, numa corrida em que Portugal chegou a ter três representantes entre os primeiros 13 classificados.
“É um desporto maioritariamente individual, mas nós tentamos ajudar o que conseguimos durante a prova”, explicou.
O resultado permitiu ao triatlo português terminar o dia com dois atletas no pódio mundial masculino, depois de Vasco Vilaça ter conquistado o primeiro título mundial de elites do triatlo masculino nacional.
“Acabamos de sair daqui com dois pódios no campeonato do mundo, um primeiro e um terceiro. Acho que é o que não acontece em muitas modalidades em Portugal e acho que é uma coisa que temos de dar valor”, sublinhou.
A prestação em Pontevedra teve ainda um significado especial para Ricardo Batista, que terminou a época no pódio mundial depois de chegar à final na terceira posição e ter de defender esse lugar perante Coninx e Hidalgo.
“Foi um alívio, sinceramente. Acho que é a última prova da época, foi uma época que teve bastantes pontos positivos”, afirmou, explicando que as lágrimas no final foram de “muita felicidade”.
“Foi todo o trabalho que fomos fazendo não só este ano, mas isto é uma coisa que fomos ‘checando’ todas as caixinhas até chegar a este pódio no campeonato do mundo”, acrescentou.
Ricardo Batista destacou ainda o trabalho desenvolvido ao longo da época com o irmão, os restantes portugueses e o treinador, e agradeceu o apoio recebido nas bancadas de Pontevedra.
“A prova foi em Espanha, mas sem dúvida acho que os meus colegas concordam comigo. Nós sentimo-nos praticamente em Portugal”, afirmou, referindo-se ao apoio dos muitos portugueses presentes.
O triatleta espera também que o momento vivido em Pontevedra possa contribuir para aproximar mais jovens da modalidade.
“Nós todos trabalhamos imenso e isto para chegar a este nível é bastante difícil”, afirmou, desejando que os resultados da seleção possam ser “motivadores para todos os jovens de Portugal para começarem a praticar a modalidade e a crescer na modalidade e acreditarem nos seus sonhos”.
Em Pontevedra, Portugal conquistou quatro medalhas, com o ouro de Vasco Vilaça e o bronze de Ricardo Batista entre os elites, a prata de Dinis Ferreira nos juniores e o bronze de Filipe Marques na classe adaptada PTS5.
