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UEFA, AFC e CONCACAF lançam comunicado conjunto contra Infantino

Infantino durante o Mundial
Infantino durante o MundialCHARLY TRIBALLEAU / AFP

A pressão sobre Gianni Infantino continua a aumentar. UEFA, AFC e CONCACAF criticaram em conjunto o presidente da FIFA pela tentativa, entretanto abandonada, de vender uma participação dos direitos comerciais do Mundial a investidores privados e acusaram o dirigente de ter quebrado a confiança das confederações.

A crise institucional em torno de Gianni Infantino continua a agravar-se. A UEFA, a AFC e a CONCACAF emitiram esta segunda-feira um comunicado conjunto no qual criticaram o presidente da FIFA pelo seu intento, entretanto abandonado, de vender uma participação dos direitos comerciais do Mundial a investidores privados. As três confederações consideram que o dirigente quebrou a sua confiança e questionam diretamente a forma como foi gerida uma operação que poderia transformar o modelo comercial do organismo.

O documento, assinado por Aleksander Ceferin, Víctor Montagliani e Salman Bin Ibrahim Al Khalifa, presidentes da UEFA, CONCACAF e AFC, respetivamente, sublinha que o crescimento registado pelo futebol internacional na última década não pode ser atribuído a uma única pessoa. A expansão das competições, a atribuição dos Mundiais de 2030 e 2034 e a distribuição de recursos entre as federações, recordam, foram decisões coletivas. Para as confederações, o problema atual vai além de qualquer discussão económica e afeta diretamente a integridade e a governação do futebol.

As críticas tornam-se mais duras ao analisar a forma como a proposta foi apresentada. A UEFA, a AFC e a CONCACAF rejeitam a explicação da FIFA de que existiram apenas erros de comunicação e consideram que houve uma “falha de critério”. Segundo o comunicado, os prazos reduzidos estabelecidos e a ausência de uma consulta suficientemente alargada limitaram a possibilidade de as federações analisarem devidamente o projeto. As três organizações entendem que o sucedido representa uma rutura fundamental da confiança depositada na direção da FIFA.

O conflito abre ainda um cenário especialmente delicado para Infantino a poucos meses das eleições presidenciais da FIFA, marcadas para março de 2027. A UEFA, a AFC e a CONCACAF exigem que a revisão do sucedido fique a cargo de um organismo totalmente independente e não da própria FIFA. A pressão sobre o dirigente suíço continua a aumentar depois de várias federações terem também começado a reconsiderar o seu apoio, transformando a polémica em torno dos direitos comerciais do Mundial numa crise que ameaça diretamente a sua liderança.