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UEFA pode levantar a sua ameaça de boicote às competições da FIFA

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Foto ilustrativaMAREK ANTONI IWAŃCZUK/NURPHOTO VIA AFP

A UEFA pode levantar na quinta-feira a sua ameaça de boicote às competições da FIFA, mantendo, no entanto, a pressão sobre Gianni Infantino, o atual líder do futebol mundial, segundo fontes concordantes contactadas esta quarta-feira.

Presente na quinta-feira no Mónaco para o sorteio da Liga dos Campeões, o organismo europeu irá discutir este tema com os dirigentes das suas 55 federações membros, indicou à AFP uma fonte próxima do processo.

Numa ação de força raramente vista, a UEFA e as suas federações tinham ameaçado "de forma unânime" boicotar todas as competições da FIFA a 30 de julho, após a revelação do projeto de Gianni Infantino de colocar as receitas do Mundial numa sociedade comercial aberta a investidores privados.

Mesmo depois do abandono desta iniciativa por parte do dirigente italo-suíço, os europeus mantiveram a sua ameaça, exigindo garantias "de que tais tentativas de desfigurar o futebol desta forma nunca mais possam acontecer".

De acordo com outra fonte ligada aos organismos do futebol, o abrandamento iminente da posição europeia está sobretudo "relacionado com a proximidade do Mundial feminino de sub-20", organizado pela Polónia de 5 a 27 de setembro.

Não só a Polónia, que nunca desistiu de acolher o torneio mesmo no auge da crise, se encontra numa situação insustentável em caso de boicote, como várias grandes nações europeias preparam-se para participar.

Do lado francês, as Bleuettes estão desde terça-feira em estágio em Clairefontaine, perto de Paris, e partem na segunda-feira para a Polónia, segundo a FFF.

Segundo uma fonte da FFF, a posição francesa sempre foi levantar a ameaça de boicote assim que Gianni Infantino retirasse o seu projeto, sem exigir garantias adicionais para o futuro.

A UEFA, aliada às confederações norte-americana e das Caraíbas (CONCACAF) e asiática (AFC) de futebol, continua a tentar afastar o italo-suíço, que para já é o único candidato à renovação do mandato a 18 de março de 2027.

Como as confederações não têm qualquer influência direta sobre a votação – as 211 federações membros votam segundo o princípio "um país-um voto" –, têm de tentar convencer as instâncias nacionais a afastarem-se do atual líder do futebol mundial.

Em paralelo, é necessário fazer surgir um ou mais candidatos alternativos, numa altura em que Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, reiterou na segunda-feira que não se irá candidatar à presidência.


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