Após o conselho de jurisdição e o conselho vitoriano validarem os resultados do sufrágio, em que a lista D, encabeçada por Rui Rodrigues, recolheu 2.028 votos, mais dois do que Viriato Sampaio, a lista C vinca, em comunicado, que “subsistem questões relevantes por esclarecer”, mas rejeita qualquer recurso para os tribunais para fazer prevalecer “os superiores interesses” do clube.
“Não recorreremos aos tribunais judiciais. Não porque todas as nossas dúvidas tenham sido esclarecidas, nem por falta de matéria de prova, mas porque entendemos que o Vitória está acima de qualquer disputa eleitoral e porque não desejamos contribuir para um processo de desgaste institucional que em nada serviria os interesses do clube”, lê-se.
Após ter solicitado pedidos de averiguação de irregularidades ao conselho de jurisdição e ao conselho vitoriano, a candidatura lamenta que os órgãos se tenham limitado a reagir em comunicados públicos, sem qualquer resposta “formal e direta” à carta apresentada, e que o pedido não tenha merecido uma “averiguação aprofundada”.
Viriato Sampaio menciona que a lista C apurou casos de associados que manifestaram “atempadamente a intenção” de votar por correspondência, mas que não receberam os boletins ou que não viram os seus votos considerados, pelo facto de não terem sido enviados por correio registado.
A segunda candidatura mais votada realça também que a participação de elementos do conselho de jurisdição em funções na candidatura de Rui Rodrigues suscita “uma questão objetiva de conflito de interesses” quanto à averiguação de possíveis irregularidades, independentemente da “honorabilidade pessoal” dos envolvidos.
A lista C afirma também que ainda não dispõe de “elementos essenciais para a verificação independente do ato eleitoral”, nomeadamente a ata das eleições, relativamente à qual subsistem “reservas quanto à sua conformidade” com os estatutos, por não identificar os fundamentos dos votos nulos.
A diferença de dois votos também deveria ter merecido uma recontagem para “reforçar a confiança de todos os associados no resultado final e para encerrar qualquer dúvida remanescente sobre o ato eleitoral”, considera ainda Viriato Sampaio, realçando que o “efeito cumulativo” de todas as dúvidas contribui “um grau de opacidade pouco compatível com a exigência de transparência” no Vitória.
Realizadas com um número recorde de candidatos, as eleições de sábado reuniram 6.642 sócios, com Rui Rodrigues a recolher 2.028 votos, Viriato Sampaio a ter 2.026 votos, Belmiro Pinto dos Santos, da lista A, 1.327 e Júlio Vieira de Castro, da lista B, 1.092, tendo-se registado ainda 148 votos em branco e 21 nulos.
Vice-presidente para a área financeira entre 2024 e 2026, na direção presidida por António Miguel Cardoso, seu antecessor, Rui Rodrigues toma posse como presidente na sexta-feira, às 19:00, numa cerimónia que se vai realizar no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães.
