Vítor Bruno assumiu que as expectativas do Anderlecht são elevadas, mas defende estar à altura da missão.
"Sei que a grandeza do Anderlecht diminuiu um pouco nos últimos anos. Quero trazer o clube de volta ao lugar a que pertence. Será um grande desafio, mas eu gosto de desafios", afirmou o treinador português, pedindo desculpa pelo seu inglês "não ser perfeito" e demonstrando entendimento do francês, graças à sua passagem pelo Nantes, como adjunto de Sérgio Conceição.
Vítor Bruno, que deixou o comando técnico do FC Porto em 2024/2025, foi ainda questionado sobre a pressão de assumir um dos grandes do futebol belga.
"Pressão? Pressão é quando se chega a casa e não há comida ou quando se tem de trabalhar em más condições. Aqui temos boas condições. Queremos levar todos a serem a melhor versão de si mesmos, e assim aproximamo-nos dos nossos objetivos. Isso é uma boa pressão. A pressão deve ser um desafio", explicou o técnico português, que assume um clube que não é campeão desde 2017.
"Sei que já passou muito tempo desde que o Anderlecht conquistou um título. O caminho ainda é longo, mas não podemos saltar etapas. Acredito no passo a passo. O primeiro passo é o Hammarby, a 23 de julho", insistiu Vítor Bruno, que assumiu querer dar autonomia aos jogadores em campo.
"Não sou um Waze que guia os jogadores do ponto A ao ponto B, mas quero dar-lhes as ferramentas para chegarem ao seu destino. Isso inclui cometerem erros. Não há problema, desde que retirem as lições certas desses erros", explicou o novo treinador do Anderlecht.
"Lukaku? Se tiveres o número, talvez lhe possa ligar"
Vítor Bruno foi também confrontado com o mercado. Confiante no plantel atual, o treinador português assumiu o desejo de manter a jovem promessa Nathan De Cat no clube e foi confrontado com o nome de... Romelu Lukaku.
"Lukaku? Estás a pressionar o Antoine, não a mim", sorriu, dirigindo-se ao diretor desportivo do Anderlecht, Antoine Sibierski..
"Estamos contentes com o Cvetkovic, o Sikan e o Bertaccini. Mas se tiveres o número do Lukaku, talvez lhe possa ligar", acrescentou Vítor Bruno, em tom de brincadeira. "Alguém com as estatísticas dele... é difícil para nós. Mas se ele vier, terá de trabalhar arduamente como todos os outros", completou.
Na conferência de imprensa do Anderlecht esteve também presente o diretor desportivo Antoine Sibierski, que assumiu a necessidade de ir ao mercado, numa fase em que o Mundial-2026 tem atrasado algumas negociações.
"A presença do Vítor (Bruno) também irá acelerar esse processo", garantiu o dirigente, lembrando a passagem do treinador português pelo FC Porto.
"Sete meses à frente do FC Porto equivalem a dois ou três anos de experiência noutro lugar para mim. Não conhecia Vítor Bruno pessoalmente, mas recolhi informações através de pessoas da minha rede que tinham trabalhado com ele", explicou Antoine Sibierski.
