Recorde as incidências da partida
Dimitrov sofreu uma rotura no peitoral quando vencia o futuro campeão Jannik Sinner por dois sets a zero nos oitavos de final e abandonou em lágrimas, mas 12 meses depois, o veterano de 35 anos, convidado pela organização, conseguiu voltar à segunda semana ao vencer o finalista de 2021, Berrettini.
"Acho que depois do ano passado, da forma como saí, nunca saberia o que poderia acontecer, mas sabem que mais? Este ano estou de volta e posso reescrever tudo outra vez", afirmou Dimitrov em court.
"Estou apenas a tentar ser completamente honesto e vulnerável convosco. Estou só a tentar. Não se trata de ganhar ou perder. Para mim, é ultrapassar cada obstáculo que tenho pela frente, estar mais presente no momento e desfrutar de ocasiões como esta", acrescentou.
"Repeti isso mais de mil vezes ao longo do encontro de hoje. Não é muitas vezes que se tem a oportunidade de jogar aqui e, sinceramente, não sei quantas mais vezes poderei fazê-lo, por isso quero aproveitar ao máximo", explicou Dimitrov.
Depois de dominar os dois primeiros sets no Court Central, Dimitrov enfrentou um teste mais exigente de Berrettini, já que o italiano venceu o set seguinte.
A decisão de fechar o teto — que levou a uma pausa de 15 minutos — só aumentou a frustração do búlgaro.
Dimitrov permitiu que o adversário recuperasse mais um set e empatasse o encontro, mas guardou o seu melhor ténis para o set decisivo, ao conseguir um break para 3-1 com um espetacular backhand a uma mão paralelo, para delírio dos adeptos.
Tendo conseguido a vantagem de que precisava, Dimitrov rapidamente distanciou-se até à vitória, que selou com um serviço seguro. Vai defrontar o britânico Arthur Fery nos oitavos de final.
"Estou apenas ansioso por voltar e competir novamente", afirmou Dimitrov.
"É maravilhoso estar na segunda semana, por isso, vamos continuar a aproveitar estes bons momentos", concluiu.
