Recorde as incidências da partida
Pela terceira vez no total, e pela primeira vez em relva, defrontaram-se Alexandra Eala (32.ª WTA) e Iga Świątek (3.ª WTA). Em piso duro venceu a asiática, em terra batida foi a polaca a superiorizar-se. Em relva, coube a Świątek suportar a pressão de ser a campeã em título, enquanto Eala não tinha nada a perder, sendo que, aos 21 anos, já estava a realizar o melhor torneio do Grand Slam da sua carreira.
Do controlo aparente à derrota após emoções no tie-break
Desde o início assistimos a um jogo intenso, com utilização de toda a largura do court. As trocas longas eram regra e a potência da polaca dava ritmo ao encontro, obrigando a adversária a correr. Logo no primeiro jogo houve break point para a favorita, mas Eala defendeu-se após sete minutos. Empurrada para a defensiva, cometeu dois erros quando estava 1-1, permitindo novo break point. Avançou para a rede para tentar anulá-lo, mas a polaca chegou heroicamente à bola curta e fez uma passing shot.
A vantagem do break parecia confirmar o rumo do encontro, mas no seu segundo jogo de serviço Świątek cometeu a segunda dupla falta com 15-40. Salvou ambos os break points, mas uma má escolha de direção deu-lhe um terceiro e acabou por falhar. A perda da vantagem não surpreendeu – cometia demasiados erros não forçados e, no sexto jogo, ficou 0-30. Só então Iga começou a tomar boas decisões e, para 3-3, salvou-se com o serviço.
A filipina passou sem falhas para 4-3, quando a polaca caiu após escorregar. Pior ainda, um erro de serviço e de forehand custaram-lhe um break point, e o retorno da filipina ao corpo quebrou Świątek para 3-5. Já havia bola de set, mas aí a polaca entrou em modo de fera: winners empurraram a asiática para trás. Iga ainda teve hipótese de conquistar o terceiro jogo consecutivo, desperdiçando novamente pontos importantes.
No meio da tensão, conseguiu chegar ao 6-6, mas Eala respondeu de forma exemplar ao mini break espetacular e de 2-0 passou para 2-5. Já não havia margem para erro e, embora tenha conseguido chegar ao 6-5 sem falhas, a luta no serviço da polaca foi renhida. Conquistou a segunda bola de set, mas a destemida asiática virou o resultado, passando para a frente por 9-8. Uma jogada falhada junto à linha custou a Iga o mini break e, com um forehand falhado, entregou um dos sets mais equilibrados do torneio. Após 84 minutos, o público aplaudiu de pé – para eles, este parcial foi um verdadeiro espetáculo.
Oscilações e queda no segundo set
Se o primeiro set por vezes foi equilibrado ao máximo, o segundo começou dolorosamente desequilibrado. O seu forehand não funcionava e, com quatro erros próprios, entregou o jogo a Eala. Não conseguiu contrariá-la quando a filipina, com o serviço, fez o 2-0. E não ficou por aí o colapso da favorita. Permitiu dois break points e, mesmo com o court totalmente aberto, ofereceu o ponto à adversária, sendo quebrada por um cruzamento venenoso para 0-3.
Quanto mais abalada estava mentalmente a polaca, mais confiança ganhava Eala, que com o serviço não permitia trocas longas. Já tinha 40-0 no quarto jogo, mas um excelente retorno deu à jogadora de Raszyn um break point. Poderia ter sido o momento da reviravolta, mas a jovem de 21 anos resistiu.
O apoio da polaca veio do serviço, que valeu o primeiro jogo. Depois disso, escondeu a cabeça na toalha, à procura de equilíbrio. No regresso? Um retorno letal e excelentes escolhas de direção permitiram a Eala conquistar apenas um ponto. Em vez de recuperar a posição, surgiram duas duplas faltas, um forehand falhado e uma voleia completamente desperdiçada para 2-5. No retorno, teve hipótese de quebrar, mas com um drive falhado entregou o match point. Mais um break point? E mais um match point. Após quatro oportunidades de break, uma excelente escolha de direção no backhand deu a vitória a Eala e o apuramento para os oitavos de final.
