O velocista do Sporting, de 27 anos, terminou a segunda série da distância na terceira posição, atrás do britânico Zharnel Hughes (20,05) e do suíço Timothé Mumenthaler (20,09), primeiro e segundo, respetivamente.
Ao subtrair 23 centésimos de segundo à sua anterior marca (20,45, que já igualou este ano), Delvis Santos assegurou a presença na final, marcada para sexta-feira, às 21:25, com o quinto melhor tempo das semifinais, como primeiro repescado – apuravam-se os dois primeiros de cada uma das séries e os dois mais rápidos.
“Não tive muito que pensar, só tinha de meter na pista o que treinei e cumprir o que me disse o meu treinador Adam Ferreira, que ficou em casa, para apertar-me na saída da curva e agarrar-me aos mais rápidos. E eu, que tenho boa bagagem de treino e tenho como ponto forte a parte final, segui este conselho e correu bem”, reconheceu.
Depois de ter falhado por doença as semifinais dos 100 metros, na terça-feira, Delvis Santos disputou durante a manhã desta sexta-feira as eliminatórias dos 200, prometendo, após garantir a presença nas meias, lutar pelas medalhas.
“É verdade que há quatro ou cinco atletas com melhores marcas, mas vai ser totalmente diferente. Amanhã (sexta-feira) ninguém vai ter provas nas pernas e vamos estar em pé de igualdade. Eles podem ser favoritos, mas a minha mãe diz-me sempre, que se estamos na pista temos todas as hipóteses de ganhar”, reiterou.
O atleta leonino foi um dos três velocistas a superarem as eliminatórias e a roubarem lugares na final aos 12 primeiros do ranking, que entraram diretamente em competição nas meias, juntamente com o letão Oskars Grava (20,27) e o italiano Filippo Dezza (20,35).
Mesmo com o recorde pessoal, Delvis Santos ficou nos lugares de apuramento provisório, durante a terceira série, sem que isso lhe tenha colocado qualquer ansiedade.
“Eu acho que a marca me dava margem, mas eu não sou do tipo de atleta que desejo o mal dos outros. Eu quero é que todos estejam no seu melhor, porque é com eles que eu me supero. Eu fiz a minha parte e só tinha de esperar”, frisou Delvis Santos, enquanto era saudado, na zona mista do Alexander Stadium, pelo alemão Owen Ansah, que, com 20,04 segundos, igualou a melhor marca europeia do ano, na terceira e última série.
O melhor resultado português na distância foi alcançado por Francis Obikwelu, em Gotemburgo2006, quando fixou em 20,01 o ainda recorde nacional.
