A atleta de 32 anos, detentora do recorde mundial dos 1500 metros e da milha, e antiga recordista mundial dos 5000 metros, revelou que tem vindo a lutar contra uma lesão no tendão da coxa desde o final de maio, e que a sua recuperação demorou mais do que esperava.
Kipyegon é a única tricampeã olímpica nos 1500 metros, tendo conquistado a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro-2016, Tóquio-2020 e Paris-2024.
Conquistou ainda a medalha de ouro nos 1500 metros nos Mundiais de 2017, 2022, 2023 e 2025, e nos 5000 metros nos Mundiais de 2023.
‘Tenho lidado com uma lesão’
Numa mensagem emotiva, Kipyegon escreveu nas suas contas oficiais nas redes sociais: "Enquanto atletas, exigimos muito dos nossos corpos. Existe sempre uma linha ténue entre estar em forma e o risco de lesão. Desde o final de maio, tenho lidado com uma lesão no tendão da coxa e, infelizmente, precisa de mais tempo para recuperar do que eu esperava".
"Sei que cuidar disto agora é o mais importante para poder regressar ao meu melhor nível. Por isso, para já, vou dar tempo ao corpo para sarar, recuperar e ficar mais forte. Voltarei."
Nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, Kipyegon tornou-se a primeira atleta de sempre a conquistar três medalhas de ouro consecutivas na prova feminina dos 1500 metros, onde também estabeleceu um novo recorde olímpico.
Além dos 1500 metros, já tinha conquistado anteriormente a medalha de prata nos 5000 metros femininos, após ter recorrido com sucesso de uma desclassificação.
A última corrida de Kipyegon foi na Liga Diamante do Mónaco, onde terminou em quarto lugar nos 3000 metros femininos, com o tempo de 8:24.21.
