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A seleção nacional recebe os montenegrinos em Matosinhos, a 02 de julho, ciente de que uma vitória carimba a passagem à segunda fase de qualificação, antes de fechar esta janela competitiva no reduto da líder Grécia, três dias depois.
Portugal reparte atualmente a vice-liderança do Grupo B com Montenegro, ambos com seis pontos, menos um do que os helénicos.
"Uma vitória neste jogo classifica-nos para a fase seguinte, portanto, só por aí já é de uma importância extrema. E, como qualquer outra partida deste grupo, se nos qualificarmos, os pontos contam para a fase seguinte, pelo que não pode haver desleixos", afirmou o extremo à Lusa, à margem do estágio em Matosinhos.
Embora Portugal tenha vencido em solo montenegrino por 83-62, em novembro, o jogador que atua nos espanhóis do Obradoiro avisou que "a história não se vai repetir assim tão facilmente", antecipando um adversário substancialmente mais perigoso e entrosado.
"Não há dois jogos iguais. Naquela altura, pareceu-me que eles não estavam bem organizados. Acredito que desta vez venham com um espírito diferente, mas também com um estilo de jogo mais coletivo, que nos vai colocar muitas dificuldades", explicou.

Diogo Brito destacou ainda as diferenças entre os dois próximos adversários de Portugal, apontando a capacidade física dos balcânicos como uma das principais dificuldades.
"O Montenegro utiliza muito mais a sua superioridade física. Tem jogadores altos e fortes. Em todas as posições são maiores do que nós. Temos de aproveitar a nossa qualidade técnica e tática para nos sobrepormos a eles", referiu.
Questionado sobre as diferenças para a forte seleção da Grécia, Brito considerou que os helénicos se assemelham mais aos portugueses em termos de estatura, mas apresentam "muito talento individual e atletas que jogam ao mais alto nível europeu".
Confrontado com o sonho de uma inédita qualificação de Portugal para um Campeonato do Mundo, o extremo preferiu colocar os pés no chão.
"Sabemos que estar no Mundial seria incrível, mas acho que temos de nos focar no dia a dia, no trabalho e nos jogos que temos em cada uma das janelas. Quando chegar a altura das decisões, se estivermos dependentes de nós e na luta pelo objetivo, aí acho que vale a pena sonhar", sustentou.
O jogador admitiu ainda que a ausência de Neemias Queta, a negociar um novo contrato na NBA, altera a identidade da seleção, embora aponte que é uma realidade com que o grupo já aprendeu a lidar.
"Com ele e sem ele somos equipas diferentes, jogamos e defendemos de maneira diferente. Ele é o nosso jogador mais impactante em campo. Mas já estamos, de certa forma, habituados a jogar sem ele, porque raramente está presente nas qualificações. Temos de utilizar os nossos pontos fortes", concluiu.
A nível pessoal, Diogo Brito chega à seleção depois de uma época de afirmação em Espanha, na qual conquistou o campeonato da segunda divisão ao serviço do Obradoiro, clube com o qual já renovou contrato e que disputará na próxima temporada a Liga ACB, principal escalão espanhol.
"Fui capaz de desempenhar um bom papel e de fazer uma boa época numa equipa de alto nível e com aspirações claras de ganhar a liga. Mas, apesar dessa, tenho de continuar na mesma linha de trabalho e, se possível, fazer uma época ainda melhor", afirmou.
O extremo natural da Póvoa de Varzim acredita que a passagem pelo basquetebol espanhol foi determinante para a sua evolução, recordando a decisão de descer temporariamente de divisão para ganhar maior protagonismo.
"Às vezes é melhor dar um passo atrás, que foi o que eu fiz, quando, há uns anos, fui jogar para a terceira divisão de Espanha. Isso fez-me desenvolver individualmente e depois consegui aproveitar esse crescimento quando voltei à segunda divisão", concluiu.
