Reveja aqui as principais incidências da partida
Vencer ou ir para casa. Não é preciso grandes discursos para apresentar o último jogo do play-in. No Gaston-Médecin, o Mónaco recebia o Barcelona para disputar o último bilhete para os quartos de final da Euroliga e desafiar o Olympiakos. No entanto, entre uma derrota (com apenas oito jogadores) frente ao Panathinaikos esta terça-feira e o anúncio da saída de Mike James, as hipóteses monegascas eram reduzidas.
Jogo decisivo é sinónimo de tensão, algo bem visível no início do encontro. Duas equipas presas, seleção de lançamentos pouco inspirada e, acima de tudo, grande falta de controlo técnico. Foi Will Clyburn quem aqueceu primeiro, marcando sete dos nove primeiros pontos catalães e lançando um duelo com Mike James. Mas o Mónaco encontrou o seu ritmo de forma inesperada e abriu a primeira vantagem ao insistir no pick'n'roll. A partir daí, foi uma demonstração, já que o Barcelona era facilmente ultrapassado na defesa e a diferença era significativa ao fim de 10 minutos (26-14).
E os monegascos esforçavam-se por manter-se na frente, sobretudo graças ao contributo de Terry Tarpey III, de regresso após lesão e, como habitualmente, a ter impacto mesmo com poucos minutos. A diferença oscilava, depois estabilizava à volta dos dez pontos, sem que se sentisse que o Barcelona tivesse realmente entrado no jogo. Parecia que sim mesmo antes do intervalo, mas o Mónaco tinha sempre resposta, a furar a zona pintada com facilidade graças a um excelente Daniel Theis, indo para o balneário confortável (49-35).
O Mónaco não perdeu o embalo no regresso dos balneários. Contudo, o Barça decidiu jogar com mais ritmo e, sobretudo, fazer melhores escolhas. Isso permitiu aos catalães recuperar parte da desvantagem e a eficácia dos da casa começou a desaparecer. O Mónaco só marcou nove pontos no terceiro quarto e sofreu um forte assalto catalão nos minutos finais, quase anulando todo o trabalho feito até então (58-53).
Era preciso aguentar, pois o Barcelona tinha reencontrado o seu basquetebol e a sua pontaria. Mas esse colchão de pontos, os monegascos conseguiam mantê-lo com dificuldade, até dois grandes lançamentos consecutivos de Alpha Diallo e Mike James permitirem respirar e voltar aos dez pontos de vantagem. Só que a Roca voltou a complicar por culpa própria em algumas posses mal geridas, até que Jaron Blossomgame converteu um lançamento decisivo para selar o desfecho do encontro.
79-70, foi difícil, mas pela quinta vez em cinco temporadas de Euroleague, o Mónaco vai estar nos quartos de final. Com direito a reencontro com o velho rival, o Olympiakos. E, certamente, com vontade de surpreender.
