Jones, de 49 anos, foi acusado pelo seu alegado envolvimento num esquema que, segundo os procuradores, fornecia informações privilegiadas sobre lesões e ausências de jogadores a apostadores entre dezembro de 2022 e março de 2024.
Numa das situações, partilhou que LeBron James não iria jogar devido a lesão num jogo dos Los Angeles Lakers frente aos Milwaukee Bucks antes dessa informação ser tornada pública.
Jones negou inicialmente as acusações, mas acabou por declarar-se culpado de um crime de conspiração para cometer fraude eletrónica num tribunal de Nova Iorque. A leitura da sentença está marcada para janeiro de 2027.
"Gostaria de pedir sinceras desculpas ao tribunal, à minha família, aos meus colegas e também à National Basketball Association", afirmou durante a audiência, segundo a imprensa norte-americana.
Jones é o primeiro dos seis arguidos a declarar-se culpado neste processo, que inclui o base do Miami Heat Terry Rozier.
Os procuradores federais planeiam apresentar novas acusações contra Rozier, alegando que este "solicitou e aceitou um suborno", avançou o The New York Times.
Jones era ainda esperado para se declarar culpado, mais tarde na terça-feira, num segundo processo separado relacionado com uma rede nacional de jogos de póquer viciados, com ligações à máfia.
Cerca de 30 pessoas participaram no esquema, que recorria a equipamentos de batota altamente sofisticados, incluindo mesas de raio-X, e Jones terá usado a sua fama para atrair vítimas.
Jones teve uma carreira modesta como jogador, representando 11 equipas diferentes, com destaque para os Cleveland Cavaliers entre 2005 e 2008, onde jogou ao lado do tetracampeão da NBA Lebron James.
Mais tarde tornou-se treinador adjunto, voltando a trabalhar nos Cavaliers entre 2016 e 2018, durante a segunda passagem de James pelo Ohio.
Jones foi treinador pessoal de James na época 2022/23, depois de a estrela se juntar aos Lakers, sem estar contratado pela equipa.
