Recorde aqui as incidências do encontro
O português Vitinha recuperou a tempo de fazer parte do onze titular dos campeões europeus, ao lado dos compatriotas João Neves e Nuno Mendes, enquanto Gonçalo Ramos começou no banco de suplentes. Por outro lado, Raphael Guerreiro foi baixa nos bávaros devido a lesão.

Liga dos Campeões é mágica, gera ilusões maravilhosas, ativa as estrelas mais brilhantes do planeta e deleita-nos com um espetáculo inesquecível. Tudo isto se viveu em Paris, a cidade ideal para nos apaixonarmos por este desporto e por duas equipas que não especulam: querem a vitória e atacam com todas as armas.

É normal, portanto, que tenhamos visto tantos golos neste primeiro duelo das meias-finais. O primeiro foi de Harry Kane, de penálti, após uma astúcia de rua de Luis Díaz. O colombiano protegeu a bola com o corpo sabendo que Pacho não chegaria ao esférico. O equatoriano, em vez de couro, tocou em carne... e o internacional inglês não falhou o encontro com as redes para fazer o 0-1.
A reviravolta de um PSG descontrolado
O Bayern tinha começado melhor, com maior ritmo. Mas o PSG é o atual campeão porque tem argumentos que não se podem controlar. Como Dembélé. O Bola de Ouro escapou sozinho e plantou-se diante de Neuer... para falhar o remate. Não marcou, mas abriu o caminho por onde ferir os alemães. No ataque seguinte, por ali apareceu Kvaratskhelia para ensinar como se remata em arco. Impossível para Neuer e 1-1 no marcador.
O golo galvanizou os homens de Luis Enrique, que cheiraram sangue e partiram para a caça. Quem encontrou o prémio maior foi um dos pequenos, o português João Neves, a quem ninguém prestou atenção num canto que terminou com um cabeceamento certeiro para o 2-1, pouco depois da meia hora.
A reação do Bayern não tardou. Olise demonstrou por que razão, com licença de Lamine Yamal, é o extremo mais desequilibrante do mundo atual. Passou por Nuno Mendes como e quando quis, enviou uma bola ao poste e, de repente, surgiu pelo meio para disparar um míssil que Safonov ainda procura.
VAR não estragou a festa
Parecia que o 2-2 selava o guião da primeira parte, mas faltava um protagonista. O VAR, controlado pelo espanhol Del Cerro Grande, chamou o árbitro de campo para rever uma mão de Davies. O juiz suíço convenceu-se do penálti e, já nos descontos, permitiu ao PSG recuperar a vantagem. Desta vez, Dembélé acertou e assinou o 3-2.

Ao intervalo, o PSG sorria e o Bayern sentia o orgulho ferido. Os bávaros entraram melhor na segunda etapa, mas os franceses detetaram as brechas e ativaram o modo avassalador. Vitinha pôs o cérebro a funcionar, Hakimi a potência, e Kvara - após convite de Dembélé e Zaïre-Emery - acertou no único buraco disponível para o 4-2.
Os homens de Kompany acusaram o golpe, ficaram nocauteados e Dembélé aproveitou para bisar apenas dois minutos depois. Estava feito o 5-2 com mais de meia hora por jogar.
É preciso matar o Bayern muitas vezes... e mesmo assim...
A felicidade era total no Parque dos Príncipes, que já via a repetição da final da Champions. Uma confiança que passou para a defesa: num livre de Kimmich, os centrais demitiram-se e permitiram a Upamecano desviar de cabeça para reduzir distâncias. Não contente com o 5-3, Luis Díaz, que carregou a equipa às costas, inventou um golaço de execução preciosa. Que passe de Kane, que maravilha de controlo com a parte exterior, que drible sobre o adversário e que remate para colocar o Bayern de novo na eliminatória com o 5-4.
Foram dois golpes tão duros e seguidos que a turma de Luis Enrique perderam o norte. Nem com Fabián Ruiz em campo houve ordem nos anfitriões. O jogo arrefeceu com a lesão muscular de Hakimi já sem substituições disponíveis, obrigando o marroquino a ficar coxo em campo. Os últimos cinco minutos foram de sofrimento gaulês, com Pacho a tirar uma bola em cima da linha no último lance do jogo, mas o PSG resistiu.
A vantagem de um golo viaja para Munique. Se a exibição se repetir, espera-nos um espetáculo vibrante.

