Ir para o conteúdo principal

Basquetebol: Enes Kanter, antigo poste dos Celtics, declara-se para o draft da WNBA

Enes Kanter ao cserviço do Celtic
Enes Kanter ao cserviço do CelticKEVIN C. COX / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Liga norte-americana de basquetebol feminino está a meio de uma polémica com a identidade de género. Enes Kanter Freedom, poste turco que passou pelos Celtics, foi agora protagonista de um episódio insólito.

Esta segunda-feira, Enes Kanter Freedom declarou-se para o draft de 2027 da WNBA. Através de uma publicação nas redes sociais, o poste turco confirma a intenção de disputar o principal campeonato feminino de basquetebol do mundo.

Identifico-me como uma mulher trans que só se identifica às vezes. Desejo ser tratada com justiça e sem discriminação. Este é um objetivo sério. Chegueiu à conclusão de que, após 35 anos, sou uma mulher”, diz.

Nascido na Suíça, mas internacional pela Turquia, Enes Kanter conta com uma carreira de 11 anos na NBA, onde representou Utah Jazz, Oklahoma City Thunder, New York Knicks, Portland Trail Blazers e Boston Celtics. Teve uma média de 11,2 pontos por jogos e 7,8 ressaltos.

Ativista político, Kanter sempre se mostrou muito crítico de Recep Tayyip Erdogan, autal presidente da Turquia. O pai chegou a ser detido e Kanter foi acusado de terrorismo em 2019 e desde 2023 tem uma recompensa de 500 mil liras pela sua captura. Já foi também vocal no apoio ao estado de Israel.

Royce White, que tem 3 jogos na NBA é candidato republicado ao Senado, também já anunciou que se pretende candidatar. “Identifico-me como mulher às vezes, quando jogo basquetebol”.

Polémica na WNBA

Kanter é o protagonista de mais um episódio que tem marcado a política da WNBA relativamente à participação de transgéneros. Uma discussão colocada na ribalta pelos comentários de Sophie Cunnigham, uma das estrelas das Indiana Fever.

Donald Trump mostrou-se um apoiante da jogadora de 29 anos que se tornou num símbolo do conservadorismo norte-americano, pese embora afirmar-se como “uma pessoa pouco política”.

Leia também - Sophie Cunningham, estrela da WNBA, no centro das atenções após declarações sobre pessoas transgénero

Regras

Segundo o acordo coletivo assinado pela WNBA e o sindicato de jogadoras (CBA), “só mulheres” estão elegíveis para jogar na liga. Uma ideia vaga, que está a ser explorada.

A comissária Cathy Engelbert ainda não se pronunciou publicamente, mas enviou uma mensagem aos clubes a garantir que vai estudar o tópico de forma a respeitar os valores da liga e reafirmando o compromisso em que o mesmo seja discutido à luz do CBA.