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Boxe: Tyson Fury insiste que o mundo ainda não o viu no seu melhor antes do combate na Tailândia

Tyson Fury ao lado do seu próximo adversário, Mariusz Wach
Tyson Fury ao lado do seu próximo adversário, Mariusz WachChanakarn LAOSARAKHAM / AFP / AFP / Profimedia

O pugilista britânico Tyson Fury afirmou esta quarta-feira que "o melhor ainda está para vir" antes de um combate de beneficência na Tailândia, que serve de preparação para o tão aguardado duelo com Anthony Joshua.

"Não sinto que o mundo já tenha visto o melhor do Tyson Fury", disse o antigo bicampeão mundial de pesos pesados, que completa 38 anos no próximo mês.

Tyson Fury falava num evento na estância tailandesa de Pattaya para promover o seu combate de beneficência, na sexta-feira, frente a Mariusz Wach, polaco de 46 anos, apelidado de "O Viking".

O combate, que terá lugar no Max Muay Thai Stadium, com capacidade para 1.500 pessoas, é amplamente visto como um aquecimento para o tão esperado confronto com o compatriota Joshua, previsto para mais tarde este ano.

No entanto, Fury afirmou que não queria falar sobre o combate com Joshua, preferindo focar-se na sua presença na Tailândia e dizendo que isso o fez sentir-se "rejuvenescido".

"Estou aqui desde dezembro – lugar maravilhoso, pessoas fantásticas, excelentes condições de treino", afirmou.

"Sinto-me em paz com tudo, quando antes tinha muita pressão sobre mim... a chuva não era boa, acho que rendo mais em climas obviamente mais quentes", acrescentou.

Fury assinalou o seu regresso após 16 meses de reforma com uma vitória clara por pontos frente ao russo Arslanbek Makhmudov, em abril.

Estava previsto combater em Dublim a 1 de agosto, mas disse que surgiu a oportunidade de lutar na Tailândia "por uma boa causa".

As receitas do combate de sexta-feira revertem para uma instituição de solidariedade que apoia crianças carenciadas em Pattaya.

O recinto é mais pequeno do que aqueles a que Fury está habituado, e o combate não será transmitido em direto na televisão, mas será gravado para a sua série televisiva na Netflix.

Fury afirmou que "ganhou o direito" de fazer o que quiser.

"Quem eu quiser enfrentar, de qualquer desporto, consigo fazer esse combate acontecer. Porque sou o Gypsy King, faço o que quero", disse.

Disse ainda que os seus combates "não são pelo dinheiro".

"Faço boxe porque quero manter a forma e gosto de o fazer", assumiu.

Nascido numa família de etnia cigana irlandesa em Wythenshawe, nos subúrbios de Manchester, Fury tornou-se profissional em 2008.

Ficou famoso ao destronar o campeão de longa data Wladimir Klitschko em 2015, sendo conhecido pela sua velocidade excecional apesar dos seus impressionantes 2,06 metros de altura.

Joshua, também bicampeão mundial de pesos pesados, vai defrontar Kristian Prenga na Arábia Saudita, no sábado.

Será o seu primeiro regresso ao ringue desde que esteve envolvido num acidente de viação na Nigéria, em dezembro, que vitimou dois dos seus amigos mais próximos.