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Análise: "Antes de mais, jogo extremamente difícil em termos físicos, é uma diferença muito grande em ritmo competitivo, mas dar parabéns aos jogadores pela capacidade de sofrimento. Sofremos quando tivemos de sofrer e jogámos quando tivemos de jogar. É bom ter o Académico na Liga 37 anos depois.
O Benfica alterou a sua estrutura a defender, o que impossibilitou o nosso lateral de defender, por isso pusemos uma linha de cinco para lhes impedir situações de um para um e de cruzamento tão fáceis. Mesmo assim falhámos no golo do 1-1, grande golo do Prestiani, mas a estratégia passou por anular a largura do Benfica".
Explorar a profundidade: "Tentámos sempre jogar com bola, atrair e sair da pressão. Nem sempre com competência, ainda estamos muito verdes, tentámos jogar longo no João Guilherme, pensando que ia ter vantagem com o Dahl. Ganhou alguns duelos, criou alguns estragos e, quando houvesse aperto, era essa a estratégia".
Jogo à porta fechada: "Foi vantajoso porque os adeptos do Benfica teriam criado um ambiente em que os jogadores se teriam empolgado mais. Provavelmente teríamos acabado a primeira parte com três ou quatro de diferença e sairíamos com um resultado pesado daqui. Sem adeptos, permitiu corrigir, comunicar e gerir situações que teríamos dificuldades com o estádio cheio. Não há que ser hipócrita, para nós foi vantajoso".
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Conferência de imprensa
"O empate é saboroso para aquilo que fizemos. Fomos felizes porque na primeira parte o resultado poderia ter sido outro para o Benfica. Sentíamos que quando passávamos o meio-campo conseguíamos criar perigo. Os jogadores estão ainda a assimilar as cargas. Só posso estar satisfeito com o resultado.
O intervalo sentia que deixávamos o Benfica desconfortável no último terço. Pedi ao Igor e ao Robinho para esticar o jogo. Em condições normais não teríamos uma linha de cinco. Tivemos de o fazer porque o Benfica cria desequilíbrios pelos corredores. Tivemos de compactar mais.
Esta equipa tem algo diferente na capacidade de sacrifício. Hoje foram tremendos. Foi isso que me fez vir para o Académico de Viseu. Já aqui vi a jogar bem melhor e ser goleado. Hoje sem essa capacidade ofensiva do jogo acabámos por levar um ponto.
Gosto muito do jogador português na Liga portuguesa porque nos dá isto. O futebol dá-nos uma multiculturalidade enorme. Este grupo fala essencialmente português. É uma das forças deste balneário. Estamos muito felizes pelo ponto conquistado, mas foi a primeira batalha de 34. Vamos saborear e manter a humildade. Vamos lutar pelos três pontos nos próximos jogo.
O facto de não ter adeptos permitiu comunicar melhor com os jogadores e se calhar isso também contribuiu para o Benfica não se empolgasse e chegássemos vivos ao intervalo. Com público isso, se calhar, não teria acontecido"
