Giro: Afonso Eulálio nunca acreditou que ainda estaria de rosa depois do crono

Afonso Eulálio surpreendeu no contrarrelógio
Afonso Eulálio surpreendeu no contrarrelógioReuters

Afonso Eulálio nunca acreditou que ainda estivesse vestido de rosa após o contrarrelógio da 10.ª etapa da Volta a Itália, mas reconhece que o seu maior adversário, o ciclista dinamarquês Jonas Vingegaard, “não esteve nos seus melhores dias”.

Fiz o que nunca pensei fazer, que era acabar por manter a camisola rosa. Claro que sei e também tenho a noção de que, se calhar, o Vingegaard não esteve nos seus melhores dias”, concedeu, em declarações enviadas à agência Lusa pela assessoria de imprensa da Bahrain Victorious.

No final dos 42 quilómetros de exercício individual entre Viareggio e Massa, que Filippo Ganna (Netcompany INEOS) cumpriu em 45.53 minutos, Eulálio foi 41.º, a 04.57 do italiano e a 01.57 de Vingegaard (Visma-Lease a Bike), o grande favorito ao triunfo final na 109.ª edição, que reduziu a diferença para o português na geral para 27 segundos.

Acho que nunca acreditei mesmo, porque os meus contrarrelógios são sempre muito maus. Termino quase sempre nas últimas posições. Pensava que não havia mesmo nada a fazer, era sofrer para, se calhar, manter a camisola branca (de melhor jovem) ou lutar pela geral, mas nunca pensei manter a camisola (rosa)”, reforçou.

Garantindo que “não estava nada à espera” de ser líder do Giro após a 10.ª etapa, o figueirense de 24 anos teve dificuldade em encontrar as palavras para descrever o que viveu hoje.

Vamos continuar a lutar por isso (maglia rosa). O dia de hoje para mim foi pfffff… Penso que seja mais difícil sofrer num contrarrelógio de 40 quilómetros do que fazer uma subida de 40 quilómetros”, comparou, após ter cumprido o crono mais longo da sua carreira.

O português da Bahrain Victorious tem agora Vingegaard a meros 27 segundos, contudo tem 01.57 minutos de vantagem para o neerlandês Thymen Arensman (Netcompany INEOS), que subiu ao terceiro lugar da geral, depois de ser segundo no crono de hoje.

Penso que (a camisola rosa) é o que me tem dado mais confiança e, digamos, que mais força”, concluiu antes de, na quarta-feira, cumprir mais um dia com o símbolo de líder da prova italiana vestido, na ligação de 195 quilómetros entre Porcari e Chiavari.

O jovem luso vestiu a maglia rosa após a quinta etapa, na qual foi segundo após integrar a fuga do dia, e já é o segundo ciclista português que mais tempo liderou o Giro, apenas batido por João Almeida, que passou 15 dias como primeiro da geral em 2020.