Giro: Eulálio está a viver um sonho mas anseia por "um bom bolo" no dia de descanso

Eulálio promete lutar todos os dias para manter a camisola rosa
Eulálio promete lutar todos os dias para manter a camisola rosaREUTERS

Afonso Eulálio acredita que a camisola rosa está a dar-lhe força para lutar com os ciclistas da geral, confessando estar a viver um sonho e mostrando-se desejoso de poder comer “um bom bolo” no dia de descanso do Giro.

O principal objetivo era chegar ao dia de descanso com a camisola. Está a ser completamente um sonho para mim, é incrível estar a vivenciar isto”, confidenciou o corredor de 24 anos, em declarações à assessoria de imprensa da Bahrain Victorious.

O jovem português, de 24 anos, foi hoje quinto classificado na nona etapa da 109.ª Volta Itália, a 41 segundos do dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), o grande favorito à vitória final que bisou nesta edição no alto de Corno alle Scale, ponto final de uma ligação de 184 quilómetros desde Cervia

"Tentei ser o mais conservador possível, não ir ao choque quando o Jonas (Vingegaard), o Felix (Gall) (atacaram). Esses ciclistas são mesmo estrondosos, então acabei por me tentar manter o mais calmo possível e, depois, na parte final, foi como um all in e acabou por ser incrível poder ter feito top 5”, assumiu.

Para Eulálio, “de certeza que é a camisola rosa” que lhe “está a dar esta força”. “Porque nem eu acredito que consigo estar a lutar com os principais homens da geral”, completou.

Cumprido o objetivo de chegar ao segundo dia de descanso do Giro, que arrancou em 08 de maio, em Nessebar, na Bulgária, com a maglia rosa, o figueirense anseia por uma segunda-feira em que possa apenas “estar contente com a equipa

Estarmos numa animação brutal, não estar focados como todos os dias estamos aqui. Todos os dias a chegar às 10:00 da noite, jantar super tarde, andarmos de um lado para o outro com massagem, fisioterapia. Acima de tudo, vai ser mesmo desfrutar do dia de descanso, tentarmos parar num bom café, comer um bom bolo, provavelmente”, antecipou.

Depois de ter reconhecido na flash interview que os 02.24 minutos de vantagem que têm para Vingegaard certamente serão insuficientes para conservar a camisola rosa após o contrarrelógio de 42 quilómetros da 10.ª etapa, que se disputa na terça-feira, o corredor da Bahrain Victorious disse não saber se irá lutar pela camisola de melhor jovem, que também lhe pertence, até Roma, onde o Giro acaba em 31 de maio.

Vamos ver o que é que eu sou capaz de fazer. A verdade é que não sei o que é que vem por aí. Faltam duas semanas, é muito tempo. Um dia de corrida já é bastante, quando é uma etapa muito longa, então em duas semanas tudo pode acontecer”, vincou.

Ainda assim, Eulálio promete lutar “dia após dia”, com a certeza de que tanto ele como os seus colegas estão a fazer “um bom trabalho”.

Só espero que todos os portugueses estejam orgulhosos de mim, e quando chegar o dia que perder a camisola, continuem a acreditar em mim e a apoiar-me”, concluiu, agradecendo “a todos”.