“Talvez sim”, respondeu o jovem da Bahrain Victorious ao ser questionado na flash interview sobre se a maglia rosa o tornou um melhor corredor.
Afonso Eulálio foi quinto na nona etapa da 109.ª Volta a Itália, a 41 segundos do dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), o grande favorito à vitória final que bisou nesta edição no alto de Corno alle Scale, ponto final de uma ligação de 184 quilómetros desde Cervia.
“É como disse ontem (sábado): quando todos os meus companheiros acreditam em mim, toda a minha equipa, staff, diretores, isso dá-me mais força. Eu, normalmente, sou só um gregário, mas agora tenho a minha oportunidade e esta camisola é fantástica”, salientou.
O português da Bahrain Victorious optou por seguir ao seu ritmo na subida de primeira categoria, evitando explodir como há dois dias no Blockaus, e minimizou as perdas para o campeão em título da Vuelta e duas vezes vencedor do Tour (2022 e 2023).
“Era um esforço longo, tentei poupar o máximo que podia, ao não estar sempre na frente, não estar exposto ao vento e não lutar pela posição (no grupo). Os últimos três quilómetros eram muito íngremes e neles dei tudo o que tinha”, explicou.
Aos 24 anos, o figueirense vai cumprir o segundo dia de descanso deste Giro, que arrancou em 08 de maio, em Nessebar, na Bulgária, com 02.24 minutos de vantagem sobre Vingegaard, que é segundo.
“Penso que não é suficiente”, assumiu o português relativamente à possibilidade de manter a maglia rosa após o contrarrelógio de terça-feira, que vai percorrer 42 quilómetros entre Viareggio e Massa.
Eulálio, que não é especialista no crono, admite que poderá ser destronado pelo dinamarquês da Visma-Lease a Bike na 10.ª etapa, para a qual parte com 02.59 minutos de vantagem sobre o austríaco Felix Gall (Red Bull-BORA-hansgrohe), que fecha o pódio.
