Giro: Eulálio correu como gosta e vê "boas probabilidades" em manter a maglia rosa

Afonso Eulálio mantém camisola rosa
Afonso Eulálio mantém camisola rosaREUTERS/Jennifer Lorenzini

Afonso Eulálio viu este sábado uma etapa à sua medida no Giro, escolhendo acelerar no final por ser o melhor para si na véspera de uma jornada em que o ciclista considera ter “boas probabilidades” de defender a liderança.

“Para mim, chegava a Roma com esta maglia, mas é bastante impossível”, respondeu, com um sorriso, na flash-interview, ao ser questionado sobre se já se habituou à camisola rosa.

O corredor da Bahrain Victorious vestiu este sábado pelo terceiro dia consecutivo a maglia rosa, superando Acácio da Silva, que em 1989 a envergou durante duas jornadas, e no domingo vai ampliar ainda mais esse registo, depois de ter testado Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) e os restantes homens da geral com uma aceleração a dois quilómetros da meta.

“Gosto de correr assim. Às vezes, não o posso fazer, porque não tenho as melhores pernas, mas estes dias são os meus dias, são como uma clássica. Não gosto assim tanto de subidas muito longas, provavelmente não estou preparado para elas, mas estes dias são os dias de que eu gosto”, justificou.

O figueirense de 24 anos confessou que analisa os últimos quilómetros de cada etapa e, este sábado, percebeu que “se acelerasse no paralelo era melhor”.

Eulálio foi 26.º, e o terceiro dos homens da geral a concluir a etapa, a 01.53 minutos do equatoriano Jhonatan Narváez (UAE Emirates), que bisou nesta 109.ª edição da prova italiana, no final dos 156 quilómetros entre Chieti e Fermo.

“Fiz o que achei melhor para mim”, reforçou.

Eulálio obrigou o próprio Vingegaard a fechar o espaço, tendo depois cedido dois segundos para o líder da Visma-Lease a Bike, que é segundo, a 03.15 minutos, e também para Jai Hindley (Red Bull-BORA-hansgrohe), o campeão de 2022 que ocupa o quinto lugar da geral.

Com o segundo dia de descanso da 109.ª edição marcado para segunda-feira, o figueirense de 24 anos tem no domingo um novo teste à sua liderança, nos 184 quilómetros entre Cervia e Corno alle Scale, onde a meta coincide com uma contagem de montanha de primeira categoria.

“Penso que não é tão difícil (como o Blockhaus), mas tentarei sobreviver como ontem (sexta-feira)", concluiu, já depois de ter admitido acreditar que tem “boas probabilidades” de alinhar no contrarrelógio da 10.ª etapa, na terça-feira, vestido de rosa.