João Almeida após a vitória no Giro: "É um sonho tornado realidade"

João Almeida venceu a 16.ª etapa do Giro
João Almeida venceu a 16.ª etapa do GiroAFP

João Almeida venceu esta terça-feira a 16.ª etapa do Giro, naquela que é a pimeira vitória do ciclista de A-dos-Francos numa grande volta. É o terceiro triunfo luso numa etapa do Giro, depois de Acácio Silva (1985, 1986 e 1989) e Rúben Guerreiro (2020)

"Estou super feliz. É um sonho tornado realidade. Ao longo destes anos estive sempre tão perto e tão longe, ao mesmo tempo, mas finalmente consegui. Estou super feliz, sem palavras", afirmou João Almeida, em declarações à Eurosport.

Almeida impôs-se a Thomas no final dos 203 quilómetros entre Sabbio Chiese e Monte Bondone, com os dois a cortarem a meta após 5:53.27 horas. O esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma) foi o terceiro, a 25 segundos.

Nas contas da geral, o português, que já liderava a juventude, subiu a segundo, a 18 segundos do britânico da INEOS, que recuperou a camisola rosa, enquanto Roglic é terceiro, a 29.

O ciclista de A-dos-Francos (Caldas da Rainha) ‘brilhou’ na edição de 2020, em que acabou em quarto e liderou a prova durante 15 dias, e em 2021 foi sexto, abandonando por covid-19 no ano passado, e por várias vezes esteve perto da vitória em etapa, que só chegou hoje.

Depois de a equipa ajudar a selecionar o grupo de favoritos, o português atacou a seis quilómetros da meta na ‘mítica’ subida a Monte Bondone, primeiro sozinho e depois com Thomas a juntar-se-lhe para isolar Roglic, acabando por bater o campeão da Volta a França em 2018 ao sprint.

A equipa foi fantástica, fizeram um grande trabalho como sempre. Foi um dia muito difícil, com muito sobe e desce difícil para as pernas. No fim, sentia-me bem e arrisquei. Se não tentas, nunca descobres. Tentei e consegui, estou muito feliz e agradecido à equipa, família, namorada e a todos os que acreditam em mim”, declarou o português.

O líder da classificação da juventude, e segundo na geral, mantém a toada ofensiva, pelo menos no discurso, ao olhar para o que falta do Giro, até porque considera fazer parte do seu ‘ADN’ de corredor.

Pensar na camisola rosa? Tento sempre atacar, se me sinto bem. Luto sempre até ao fim”, garante João Almeida.

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