Ciclismo: A história por trás das camisolas do Tour de France

Michael Matthews, Tadej Pogacar, Jonas Vingegaard, Wout van Aert e Simon Geschke antes do início do Tour de France em 2022
Michael Matthews, Tadej Pogacar, Jonas Vingegaard, Wout van Aert e Simon Geschke antes do início do Tour de France em 2022 PA Images / Profimedia

Nenhum evento capta a imaginação como o Tour de France e as suas camisolas icónicas fazem parte do espetáculo visual da prova, já que cada camisola transporta uma história rica através da sua cor ou padrão distintivo. O Flashscore leva-o a conhecer a história por trás das camisolas amarela, às bolinhas, branca e verde do Tour de France.

Maillot Jaune (a camisola amarela)

A camisola amarela, ou maillot jaune, foi introduzida no Tour de France em 1919 para tornar o líder da corrida imediatamente reconhecível para os espetadores. A cor icónica foi escolhida para corresponder ao distinto papel amarelo do L'Auto, o jornal desportivo que fundou a prova em 1903.

O tom vivo de amarelo-canário foi escolhido pela sua grande visibilidade no pelotão, numa homenagem às origens da corrida, destacando quem a vestia como o líder da épica travessia por França. Apenas um grupo restrito de ciclistas lendários ficou para sempre associado a esta camisola ao longo de mais de um século de história do Tour de France.

Maillot à Pois Rouges (a camisola às bolinhas)

Vencer as montanhas nos Alpes e nos Pirenéus é fundamental para conquistar o Tour de France e, por isso, os melhores ciclistas da história da prova já vestiram a camisola às bolinhas, que distingue o melhor trepador. Coberta de bolinhas vermelhas sobre fundo branco, é atribuída ao ciclista que soma mais pontos nas subidas classificadas.

O design da camisola foi influenciado por uma empresa de chocolates (patrocinadora), que embalava os seus produtos com padrões semelhantes quando a camisola foi introduzida em 1975. Esta camisola não só destaca o melhor trepador, como também marca presença nas etapas de montanha.

Maillot Vert (a camisola verde)

Vencer a camisola verde no famoso sprint na Avenida dos Campos Elísios é um momento icónico da prova. Quem veste a camisola verde, ou Maillot Vert, demonstra ser o ciclista dominante nas etapas planas e nos sprints. Desde a sua criação em 1953, durante o 50.º aniversário do Tour, a camisola verde tornou-se símbolo do melhor sprinter da corrida, sendo atribuída com base nos pontos conquistados nos sprints intermédios e nas chegadas das etapas.

O lançamento da camisola verde foi originalmente pensado como ação de marketing para o patrocinador da prova, um fabricante de corta-relvas, associando a cor à energia explosiva dos sprinters pelos verdes campos de França.

Maillot Blanc (a camisola branca)

A camisola branca, ou Maillot Blanc, simboliza enorme potencial e oferece esperança para o futuro. É atribuída ao melhor jovem ciclista, com 25 anos ou menos, na classificação geral. Após uma breve aparição nos primeiros anos do Tour, foi reintroduzida em 1975 e mantém-se desde então, com a cor branca a homenagear o talento emergente no pelotão e a representar o espírito jovem da prova.

Tadej Pogacar detém o recorde de mais vitórias com a camisola branca, tendo-a conquistado por quatro vezes (2020, 2021, 2022 e 2023).