"Desde a minha queda (na Volta ao País Basco) em 2024, vou vivendo ano após ano. Enquanto estiver a divertir-me, continuo. Neste momento, não me vejo a retirar-me. Mas também não me vejo a correr até aos 35 anos. Vou fazer trinta anos (no próximo dia 10 de dezembro), por isso já não me restam assim tantos anos", declarou o duplo vencedor do Tour de France em 2022 e 2023, numa conferência de imprensa por videoconferência no terceiro dia de descanso do Giro.
"Penso terminar a minha carreira nesta equipa", acrescentou o líder da Visma-Lease a bike, numa altura em que circulam rumores sobre um possível interesse da formação britânica Ineos, reforçada pela chegada de um co-patrocinador dinamarquês, a empresa tecnológica Netcompany.
No Giro, onde já venceu três etapas e lidera a classificação geral com mais de dois minutos de vantagem, Vingegaard considera-se "numa forma excelente" e acredita que pode "melhorar ainda mais tendo em vista o Tour" de France (4-26 de julho), onde irá medir forças com Tadej Pogacar que o dominou amplamente nas duas últimas edições.
"O Giro pode permitir-me dar mais um passo em direção ao Tour", acredita o dinamarquês, garantindo que não vai limitar-se a correr "de forma totalmente defensiva" na terceira semana.
"Vamos tentar pelo menos mais uma etapa, obviamente não vos vou dizer qual. Estamos aqui também para honrar a corrida e, agora que tenho a camisola rosa, quero vencer com ela. Mas vamos escolher bem os nossos dias porque já penso também no Tour de France. Disputar todas as etapas ao máximo tornaria as coisas mais difíceis do que o necessário", explicou.
Está, portanto, fora de questão, à partida, fazer como Pogacar, que venceu seis etapas em 2024 antes de conquistar também o Tour de France. "Não me comparo ao Tadej. Conheço-o um pouco, é alguém muito simpático, mas concentro-me em mim", sublinhou o dinamarquês, que considera o austríaco Felix Gall como o seu principal rival no Giro.
Se vencer no domingo em Roma, Vingegaard tornar-se-á o oitavo ciclista da história a conquistar as três grandes Voltas. Só decidirá depois do Tour de France se ainda terá frescura suficiente para participar nos Mundiais em setembro, em Montreal.
Questionado sobre os objetivos que gostaria de alcançar até ao final da carreira, afirmou: "Ainda não venci todas as corridas de uma semana, seria realmente algo de especial."
