Giro: Dversnes aproveita erro de cálculo do pelotão, Vingegaard continua a vestir de rosa

Dversnes festeja em Milão
Dversnes festeja em MilãoReuters

O ciclista norueguês Fredrik Dversnes (Uno-X) beneficiou este domingo de um erro de cálculo do pelotão da Volta a Itália para vencer a 15.ª etapa da corrida de 2016, que permanece liderada pelo dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike).

Vingegaard, que participa pela primeira vez no Giro, conheceu uma jornada tão tranquila quanto plana, entre Voghera e Milão, depois da demonstração de força a que se obrigou no sábado, na árdua subida para o alto de Pila, onde venceu pela terceira vez na 109.º edição da prova e desalojou Afonso Eulálio da liderança.

Dversnes fez vingar uma longa fuga, ao impor-se em 03:03.18 horas nos 157 quilómetros que terminaram com um circuito na cidade milanesa, batendo ao sprint dois dos três companheiros de aventura, os italianos Mirco Maestri (Polti) e Martin Marcellusi (Bardiani CSF 7 Saber), segundo e terceiro classificados, respetivamente, com o mesmo tempo.

Aos 29 anos, o norueguês alcançou o maior triunfo da carreira, para o qual contribuiu a dificuldade do pelotão em avaliar o momento adequado para lançar a perseguição aos fugitivos, que, segundo alguns ciclistas, aproveitaram o facto de terem veículos à sua frente para conseguirem manter uma velocidade elevada e evitar a absorção pelo grupo principal.

Tenho brincado com a ideia de que, este ano, iria conseguir enganar o pelotão numa destas etapas para ‘sprinters’, Por isso, estou muito satisfeito por tê-la concretizado. É uma sensação incrível”, desabafou Dversnes, que atribuiu o sucesso da iniciativa ao entendimento entre os colegas de fuga.

O sucesso da fuga terá apanhado desprevenida a própria organização, que, temendo que algumas quedas ocorridas durante a etapa pudessem ter consequências nefastas no aguardado sprint final, decidiu que os tempos a considerar para a classificação geral seriam os de entrada na última volta do circuito.

Talvez este não fosse o mais seguro dos percursos. Por essa razão, tentámos chamar a atenção dos organizadores e eles ouviram-nos. Queria agradecer-lhes por isso”, observou Vingegaard.

Um dia depois de ter-se resignado a entregar a camisola a rosa a Vingegaard - que sempre pareceu estar-lhe destinada – e após nove etapas no topo da classificação geral, Eulálio viveu um dia menos agitado - tal como o dinamarquês e os restantes candidatos aos lugares do pódio -, terminando no 55.º lugar, a 57 segundos de Dversnes

No sábado, o corredor português agarrou-se com firmeza ao segundo lugar e hoje manteve o atraso de 02.26 minutos para Vingegaard, que cortou a meta na 61.ª posição, enquanto o austríaco Felix Gall (Decathlon) foi 56.º colocado, ambos com o mesmo tempo de Eulálio, e manteve-se no terceiro posto da geral individual, a 2.50 do líder.

António Morgado (UAE Emirates) e Nelson Oliveira (Movistar), os outros dois portugueses que estão a participar na Volta a Itália de 2026, foram 52.º e 80.º posicionados, respetivamente. Na geral, Oliveira ocupa o 65.º lugar e Morgado o 129.º.

Na segunda-feira, o pelotão do Giro beneficia do terceiro e último dia de descanso, antes de disputar a 16.ª etapa, na terça-feira, entre Bellinzona e Carì, nos Alpes suíços, na extensão de 113 quilómetros, coma chegada a coincidir com uma contagem de montanha de primeira categoria.