“Estou sem palavras. Está um ambiente incrível e estou feliz que tenha acabado e que tenhamos vencido pela quinta vez”, disse o ciclista esloveno da UAE Emirates na flash-interview.
Vencedor em 2020, 2021, 2024 e 2025, o corredor de apenas 27 anos igualou os franceses Jacques Anquetil e Bernard Hinault, o belga Eddy Merckx e o espanhol Miguel Induráin como recordistas de triunfos na Grande Boucle, mesmo tendo estado doente, como confessou, posteriormente, no pódio.
“Cada vitória é verdadeiramente especial. Já são sete Tours, sete vezes no pódio e cinco triunfos. Seria algo que talvez nem estivesse escrito num conto de fadas, é difícil de acreditar até para mim”, reconheceu, após cumprir um objetivo de carreira.
Para o seu sucesso, segundo Pogacar, foram fundamentais as pessoas à sua volta, que também mencionou no seu discurso no pódio, nomeadamente a namorada Urska Zigart, também ciclista, a sua família e os elementos da UAE Emirates.
“São elas que estão lá para ti quando estás no teu pior. Assim, podes reconstruir-te e perseguir os teus sonhos. Tenho de encontrar um novo desafio depois disto”, confessou, embora sem querer confirmar que participará na próxima Volta a Espanha, em que poderia completar a trilogia de grandes Voltas.
Quem já o fez foi o seu eterno rival Jonas Vingegaard, o único capaz de o derrotar na Volta a França, nas edições de 2022 e 2023, e que hoje não esqueceu enquanto elogiava “o pódio magnífico” da 113.ª edição, composto pelo belga Remco Evenepoel (Red Bull-BORA-hansgrohe) e pelo seu colega mexicano Isaac del Toro, coroado melhor jovem.
“Foram campeões incríveis contra os quais lutei neste Tour. É uma pena que o Jonas tenha caído e desistido, assim como muitos outros. Espero que recuperem rapidamente e possamos lutar novamente no próximo ano”, notou.
Embora tenha terminado esta edição com uma margem gigante de 06.26 minutos sobre Evenepoel, Pogi garantiu que sofreu, mas evidentemente não tanto como o colega Del Toro, que se sente um privilegiado por correr com aquele que é considerado, a par de Merckx, o melhor ciclista de todos os tempos.
“Somos grandes companheiros. Ele puxou pelo melhor de mim nas últimas épocas e nesta última semana de Tour ajudou-me muito”, destacou o mexicano de 22 anos.
Melhor jovem desta Grande Boucle, Del Toro não quis assumir-se como sucessor de Pogacar, lembrando que “é difícil saber o que acontecerá no futuro”.
“É uma grande responsabilidade, tenho que desfrutar da vida e dar o máximo. Se conseguir 1% do que ele alcançou, já me posso dar por satisfeito”, defendeu o vice-campeão do Giro 2025.
Pela segunda vez no pódio final, depois de em 2024 ter sido terceiro, Evenepoel descreveu o momento como “maravilhoso”.
“Estou ao lado do homem que está a igualar o recorde de vitórias e isso é ainda melhor. É um momento inesquecível”, resumiu o vencedor da Vuelta2022.
O duplo campeão olímpico calou os críticos neste Tour, mostrando ser um ciclista de alta montanha ao vencer a 15.ª etapa e ao ficar perto no sábado, na segunda chegada ao Alpe d’Huez.
“Não sei se foi uma reivindicação, deixo essa conclusão para vocês, jornalistas. O meu objetivo profissional é terminar no pódio de tantas grandes Voltas quanto seja possível e tentar ganhá-las”, concluiu o belga.
