“Em 2026, o Felix mostrou que tem um lugar entre os melhores, estabelecendo-se como um verdadeiro candidato ao pódio nas grandes Voltas. Mas acreditamos que poderá evoluir ainda mais”, destacou o diretor-geral da Lidl-Trek, o icónico Andy Schleck.
Após dar-se a conhecer no Tour 2023, onde foi oitavo e ganhou uma etapa, o austríaco de 28 anos deu este ano definitivamente o salto, ao ser segundo no Giro, atrás de Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), e terceiro na Vuelta, que acabou no domingo.
Numa altura em que a sua equipa nas últimas cinco épocas, a Decathlon, aposta tudo na promessa francesa Paul Seixas, Felix Gall resolveu mudar de ares – até porque estaria tapado no Tour – e assinou um contrato de três épocas com a Lidl-Trek, levando consigo o amigo Gregor Mühlberger, 15.º na última Volta a Itália.
“Após anos maravilhosos e do sucesso que daí adveio, é tempo para dar o próximo passo”, disse o austríaco, citado em comunicado da sua nova equipa.
Felix Gall vai juntar-se na Lidl-Trek a um lote de líderes que tem falhado nas grandes Voltas, nomeadamente o espanhol Juan Ayuso, a contratação sensação para esta temporada, que foi apenas sétimo no Tour, atrás do colega Mattias Skjelmose, o dinamarquês que foi 13.º na Vuelta.
Entre os potenciais chefes de fila da formação alemã, que não conseguiram cumprir o objetivo de estar no pódio de uma grande, está também o canadiano Derek Gee, quinto no Giro2026.
Nos últimos meses, a Lidl-Trek reforçou-se também a nível diretivo, roubando Grischa Niermann à Visma-Lease a Bike e dispensando Luca Guercilena, que desempenhou o cargo de diretor geral da equipa durante mais de uma década.
