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Volta: Efapel ambiciona destronar Anicolor-Campicarn em prova com UAE Emirates

Efapel na preparação para a Volta
Efapel na preparação para a VoltaEFAPELcycling

A Efapel apresenta-se na 87.ª edição da Volta a Portugal em bicicleta reforçada face a 2025 para contrariar a supremacia recente da Anicolor-Campicarn e voltar a terminar, pela primeira vez desde 2012, com a camisola amarela entre os seus, numa competição que inclui a UAE Emirates.

Embora a Anicolor-Campicarn surja de novo na frente da corrida pelo topo da classificação geral, ao reunir o vencedor de 2024 e de 2025, o russo Artem Nych, e o segundo classificado do ano transato, o francês Aléxis Guérin, a Efapel reúne um grupo de ciclistas mais forte, incluindo três ciclistas top 10 da edição anterior.

O diretor desportivo, José Azevedo confirmou à Lusa que o colombiano Jesús David Peña, quarto da geral em 2025, e os portugueses Tiago Antunes, quinto no ano passado, e Lucas Lopes, nono da geral e vencedor da classificação da juventude, estão na equipa que volta a correr pela vitória.

A prova que se disputa entre 05 e 16 de agosto, entre Lisboa e Porto, terá um trajeto de 1.430 quilómetros, com um pelotão que vai reunir um máximo de 119 ciclistas, de 17 equipas, entre as quais a UAE Emirates, líder do ranking por equipas da União Ciclista Internacional (UCI) e única representante do escalão WorldTeams.

Pela primeira vez na corrida portuguesa de verão, a equipa do esloveno Tadej Pogacar, cinco vezes vencedor da Volta a França, e dos portugueses João Almeida e António Morgado vai participar com um alinhamento sobretudo composto por jovens, nomeadamente o catalão Adrià Pericas, de 20 anos, segundo classificado na Volta às Astúrias deste ano, e o português Rui Oliveira, campeão olímpico de madison, a par de Iúri Leitão, em ciclismo de pista, em Paris2024.

As outras equipas mais cotadas do pelotão são as duas espanholas do escalão ProTeams, a Euskaltel-Euskadi, que inclui, nas suas fileiras, Txomin Juaristi, segundo na Volta de 2023, e a Burgos-Burpellet-BH.

Já o restante contingente internacional é do escalão continental e inclui a suíça NSN Development Team, a brasileira Localiza Meoo-Swift Pro Cycling e as norte-americanas APS Pro Cycling by Team Cadence Cyclery e Meridian Racing p/b De La Uz.

Apesar de as equipas estrangeiras mostrarem potencial para agitar a corrida e eventualmente lutarem pela classificação geral, a maioria dos diretores desportivos portugueses crê que a principal concorrência à supremacia teórica da Anicolor-Campicarn e da Efapel reside nas outras equipas nacionais.

Associado ao Clube de Ciclismo de Tavira, que apresenta equipas na Volta desde 1980, a Tavira-Crédito Agrícola aposta em Afonso Silva, vice-campeão nacional de estrada neste ano para lutar pela classificação geral, após a saída de Peña para a Efapel.

Já a Credibom-LA Alumínios-MarcosCar, sediada no Seixal, espera ver Emanuel Duarte obter uma classificação ainda melhor, após o oitavo lugar de 2025, enquanto a Feira dos Sofás-Boavista contratou à Anicolor-Campicarn os ciclistas Pedro Silva, sexto da geral em 2025, e Fábio Costa, segundo classificado no Troféu Joaquim Agostinho, em julho, para tentar lutar pela geral.

Embora lhe seja atribuído menos favoritismo teórico, a Feirense-Beeceler conta com o porto-riquenho Abner González, vencedor na chegada à Senhora da Graça em 2024, edição que concluiu no terceiro lugar da geral e na qual subiu ao pódio, enquanto a GI Group Holding-Simoldes-UDO espera repetir o “top 10” de 2025, então garantido pelo colombiano Adrián Bustamante.

Já a Aviludo-Louletano-Loulé, apesar da ausência do argentino Nicolás Tivani, vencedor da classificação dos pontos nas duas edições anteriores, e a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua procuram essencialmente vencer etapas na corrida de estreia da Óbidos Cycling Team, formação sobretudo composta por jovens que querem aparecer na corrida.

A um ano de se completar os 100 anos da primeira Volta a Portugal, realizada em 1927, a 87.ª edição sai para a estrada sob a tutela de uma nova entidade organizadora, a empresa espanhola Emesports, detida pelo antigo ciclista galego Ezequiel Mosquera, na busca de ganhar atenção mediática e de se credibilizar no seio do pelotão internacional, após os sucessivos casos de dopagem que afetaram a corrida em anos anteriores.