As queixas do piloto da Aston Martin surgem após a realização, há 10 dias, do Grande Prémio de Espanha no novo circuito Madring de Madrid, descrito como um "assassino de carros" e "assassino de corridas" por pilotos e muitos especialistas.
No entanto, Alonso esclareceu que a sua desilusão com a experiência de pilotar na F1 este ano estende-se a muitos outros circuitos e apontou Silverstone (Inglaterra), Spa-Francorchamps (Bélgica) e Suzuka (Japão), três dos traçados clássicos do calendário.
O espanhol reclamou mudanças no equilíbrio entre a potência do motor e a da bateria.
"Talvez a partir do habitáculo, atrás do volante, especialmente se já competiste noutras categorias ou conduziste outros carros de F1, haja alguma frustração", afirmou.
"Silverstone, que é um circuito incrível, já não tem piada", disse.
"Em Spa foi quase embaraçoso passar pela Eau Rouge e, em Suzuka, pela 130R", acrescentou, referindo-se a curvas míticas nestes circuitos, conhecidas por serem das mais perigosas.
A gestão da bateria faz com que os pilotos não possam, em muitos momentos, utilizar toda a potência dos seus motores para evitar que estes acumuladores de eletricidade fiquem descarregados.
"Há circuitos que foram assassinados este ano", insistiu.
Alonso é 19.º na classificação do campeonato do mundo de pilotos, com apenas três pontos, muito longe do jovem italiano da Mercedes, Kimi Antonelli, que lidera a classificação do campeonato com 292 pontos.
