O italiano criticou a FIA por ter nomeado um juiz "ligado à McLaren" para o seu Tribunal Internacional de Apelação, que tinha restabelecido as penalizações aplicadas a Pierre Gasly no Mónaco, fazendo-o perder o terceiro lugar conquistado em pista, na sequência dos recursos apresentados pela McLaren e pela Red Bull.
"Não foi apresentada qualquer objeção durante a audiência quanto à forma como o tribunal interrogou a testemunha ou conduziu o processo", afirmou a FIA no sábado em comunicado.
"O tribunal confia plenamente na solidez do processo e na integridade dos seus juízes", acrescentou.
Briatore causou grande polémica na sexta-feira durante uma conferência de imprensa antes do Grande Prémio de Itália ao afirmar sobre o Tribunal de Apelação: "Um dos juízes comporta-se como um procurador. Não é um grande problema. O problema é que está muito ligado à McLaren, uma equipa que apresentou uma reclamação contra nós".
Decisão controversa
Em junho, o francês Pierre Gasly (Alpine) terminou em terceiro lugar no GP do Mónaco, mas foi relegado para a sétima posição devido a duas penalizações motivadas por excessos de velocidade de 0,1 e 0,4 km/h na via de acesso às boxes.
A Alpine tinha recorrido destas penalizações e, numa primeira fase, conseguiu que lhe fosse dada razão, devido a um problema de cronometragem.
Mas a Red Bull e a McLaren recorreram desta decisão, e uma audiência em Paris a 25 de agosto deu-lhes razão, ordenando à FIA que restabelecesse as penalizações.
O terceiro lugar no pódio foi definitivamente atribuído a outro francês, o piloto da Red Bull Isack Hadjar.
