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Fórmula 1: Vettel dedica volta de honra em Monza ao "amigo e herói de infância" Schumacher

Sebastian Vettel falou à comunicação social
Sebastian Vettel falou à comunicação socialHarry Dunnett

Um emocionado Sebastian Vettel falou à comunicação social no domingo sobre o seu regresso pontual a Monza em homenagem ao seu "herói de infância" Michael Schumacher e sobre como sente falta de recorrer ao amigo para pedir conselhos. No

 30.º aniversário da primeira vitória de Schumacher no Grande Prémio de Itália, Vettel realizou uma volta de honra na tarde de domingo ao volante do icónico Ferrari F2002 do heptacampeão mundial.

Schumacher conquistou de forma categórica o Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2002, à frente do seu colega de equipa e principal rival, Rubens Barrichello, e foi precisamente esse carro campeão que Vettel levou para a pista antes do Grande Prémio de Itália de 2026.

"Bem, antes de mais, é pelo meu amigo. Ele é o meu herói de infância e, mais tarde, criámos uma ligação profunda como amigos; partilhámos tantas boas memórias. E penso que todos preferiríamos vê-lo a conduzir hoje do que a mim. Mas estou mesmo ansioso pelo meu momento no carro porque acredito que será um instante em que vou sentir o Michael, aquilo que ele representa. Acho que é muito mais do que apenas algumas voltas. É o carro dele, um carro campeão, um Ferrari em Monza", afirmou Vettel, questionado sobre o regresso ao circuito.

Vettel, visivelmente emocionado, foi igualmente aberto e sincero ao falar sobre o impacto que o acidente de esqui de Schumacher em 2013, que mudou a sua vida, teve nele. O alemão foi questionado sobre o que diria a Michael se pudesse falar com ele hoje.

"'Tu conduzes, é teu!' Acho que seria a primeira coisa que lhe diria. Senti muito a sua falta em momentos em que acredito que ele poderia ter sido uma verdadeira ajuda. Mas isso é pouco perante tudo o que se perdeu após o acidente, muito sofrimento para ele e para a família", apontou.

Vettel falou ainda sobre o que considera ser o legado de Schumacher no desporto: "Acho que se vai ver hoje, é simples. As pessoas vão estar aqui por ele e pelo que alcançou, mas ele tinha a sua forma de se expressar, uma forma que nem sempre foi muito popularAlguns de vós, jornalistas, já cá estavam quando ele não era assim tão popular, mas penso que hoje vão sentir o seu legado, e isso é poderoso e é um privilégio fazer parte disso".

Vettel admitiu que se sentiu honrado por ter sido convidado para fazer esta volta especial em homenagem a Schumacher.

"Estou muito feliz, sinto-me honrado – é um enorme privilégio. Muitas coisas se juntaram, mas no fundo é porque adoro o desporto. Sei que já não corro, mas serei sempre um pilotoVoltar hoje e ter esta ocasião especial e recordar-me de quem era o Michael, será um momento único", vincou.

Vettel e Schumacher são duas lendas da Fórmula 1 e, na ausência de Schumacher este fim de semana, parece apropriado que seja o seu amigo e antigo piloto da Ferrari a prestar homenagem a um dos maiores pilotos de sempre e um dos favoritos dos adeptos no emblemático circuito conhecido como Templo da Velocidade.